Justiça afasta ex-presidente de faculdade de Belo Horizonte

Diretores da Fumec afirmam que Air Rabelo demitiu professores sem razão e contratou irmãos sem qualificação

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A Justiça de Minas Gerais determinou o afastamento do professor Air Rabelo, ex-presidente e conselheiro da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec), universidade com sede em Belo Horizonte. Por um erro do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o iG havia publicado que o afastado era o atual presidente da universidade, Custódio Cruz de Oliveira e Silva.

O afastamento serve para averiguar denúncias de irregularidades na administração da faculdade, que foi fundada em 1965. O juiz da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte, Jair José Varão Pinto Júnior, determinou que o afastamento do professor seja imediato, a partir do momento que o réu for intimado da decisão proferida no último dia 11 de março. A decisão, de primeira instância, está sujeita a recurso.

Diretores da FUMEC ajuizaram ação contra o ex-presidente, alegando que a administração dele é responsável por “incontáveis prejuízos à instituição devido à forma negligente, autoritária, parcial e irresponsável de sua atuação como gestor”.

É atribuída ao ex-presidente a geração de “astronômico passivo trabalhista”, com a demissão de 42 professores, nepotismo (contratação de irmãos para o cargo de professores sem a devida qualificação), irregularidade na contratação de auditoria externa e interesse do acusado em projeto imobiliário que utilizaria, dentre outras, área onde se situa a FUMEC, no bairro Cruzeiro, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

TJ divulgou informação errada

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais divulgou inicialmente que o gestor da Universidade Fumec afastado por determinação judicial era o atual presidente da instituição, quando, na verdade, era um ex-presidente. Custódio Cruz de Oliveira e Silva, atual presidente da Fumec, não é alvo de ação judicial, mas sim seu antecessor no cargo, professor Air Rabelo, que atualmente é conselheiro da universidade.

Em nota à imprensa, a universidade corrigiu a informação incorreta divulgada inicialmente pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Ainda destacou que “a decisão judicial será devidamente observada” e ressaltou que “cabe recurso”. A Fumec também avisou por meio de assessoria que “no momento oportuno” haverá eleição para o cargo de conselheiro.

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