Greve dos professores das escolas particulares de Minas acaba

Paralisação começou no dia 22 e terminou nesta terça-feira, após assembleia

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Professores da rede particular de ensino de Belo Horizonte suspenderam hoje uma greve por melhores condições de trabalho e de salário. A greve teve início no último dia 22 e a suspensão foi decidida em assembleia, após mediação do Ministério Público do Trabalho, que sugeriu um reajuste salarial de 8%.

O Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais propunha 11% de aumento, enquanto o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais ofereceu 7,5%. O sindicato dos professores calculou que 60% das escolas da capital aderiram à greve. Pelo menos 7 mil alunos foram prejudicados pela paralisação, informou na semana passada o sindicato dos professores.

Além dos 8% de aumento, o Ministério Público do Trabalho propôs renovação da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), com retroatividade a 1º de fevereiro. Também deve ser criada uma comissão intersindical para, num prazo de 90 dias, tratar de outras reivindicações. Entre elas estão a equiparação dos pisos da educação infantil, regulamentação da educação à distância, seguro de vida, mudança da data-base e vigência da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), informou o sindicato dos professores.

A assembleia dos professores também aprovou a criação de uma comissão para verificar denúncias de assédio moral e substituição de professores durante a greve. Ninguém do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais foi encontrado para comentar o fim da greve.

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