Família de Gustavo diz que casal fazia planos para se casar

Morte de casal em pousada de Brumadinho, em Minas, continua sendo mistério para a polícia. Família refuta tese de pacto de morte

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A família de Gustavo Lage Caldeira Ribeiro, 23 anos, estudante de engenharia encontrado morto com a namorada em uma pousada em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, acredita que um acidente tenha tirado a vida do casal. Um primo de Gustavo, que não quis se identificar, disse que algumas pessoas levantaram a hipótese de envenenamento por gás, emitido por uma lareira ou por uma banheira do quarto em que os jovens estavam hospedados. Segundo ele, a banheira do quarto tinha água quando os policiais encontraram os corpos, na manhã da quinta-feira.

Arquivo Pessoal
Alessandra Paolinelli e Gustavo Lagem durante viagem à Bahia

“O legista disse que não há hipótese de agressão. As famílias têm um ótimo relacionamento e nós pensamos na hipótese de intoxicação por gás da lareira ou da banheira, mas não sabemos se o mecanismo era a gás. Parece que foi um acidente”, avalia o parente. O primo de Gustavo disse ainda que uma tia médica acompanha de perto as investigações sobre as mortes.

Os corpos do casal foram encontrados sem sinais de violência. O jovem estava vestido com peças íntimas. O único ferimento encontrado foi no supercílio de Gustavo, o que não justifica a morte. Cálculos de legistas indicariam que as mortes ocorreram por volta de 2h e 3h da quinta-feira.

Outro parente de Gustavo contou que o jovem disse recentemente que a namorada, Alessandra Paolinelli Barros, 22 anos, estudante de medicina, era quem ele havia escolhido para se casar. “Eles estavam felizes, planejando o futuro”, lembra.

Aproximadamente 200 pessoas acompanharam o enterro de Gustavo no final da tarde desta sexta-feira.

A vida de Gustavo

Amigos dele disseram que o universitário era uma pessoa muito bem-humorada e que hipóteses de suicídio ou homicídio seguido de suicídio são absurdas. Perplexos, amigos e parentes do jovem rezaram por ele, que teve o corpo enterrado sob aplausos.

Gustavo trabalhava como garçom em um restaurante de um shopping na Região Centro-Sul de Belo Horizonte e era considerado uma pessoa responsável. “Eles eram apaixonados e tinham a cabeça muito no lugar. A família está muito chateada com teses de que houve um pacto de morte”, contou um amigo do estudante, lembrando que recentemente eles estiveram em viagem pela Bahia.

Na terça-feira à noite, Gustavo e Alessandra jantaram na pousada em que estavam hospedados em Brumadinho, a 50 quilômetros da capital mineira, a Estalagem do Mirante. Foi a última vez em que eles foram vistos vivos. Funcionários da pousada contaram a familiares dos universitários que eles estavam tranquilos e pareciam felizes. “Como ele era garçom, fez questão de cumprimentar até os funcionários da cozinha”, disse um parente de Gustavo.

Enquanto o corpo de Gustavo foi sepultado em Belo Horizonte, o da namorada dele foi enterrado na cidade de Carmópolis de Minas, a 107 quilômetros da capital, também no final da tarde. A Polícia Civil divulgou hoje que o laudo preliminar da morte dos jovens foi inconclusivo e que novos exames laboratoriais, com materiais coletados dos corpos, serão realizados e devem ficar prontos em até 30 dias.

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