Exumação vai investigar mortes por remédio manipulado

Nesta semana, oito corpos devem ser exumados para análise toxicológica. Dez pessoas são suspeitas de serem vítimas do medicamento

AE |

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A Polícia Civil de Minas Gerais deve iniciar ainda esta semana a exumação dos corpos de oito das dez pessoas cujas mortes são suspeitas de terem sido provocadas pelo vermífugo Secnidazol 500mg manipulado pela Fórmula Pharma em 14 de novembro. Segundo a delegada encarregada do inquérito, Herta Coimbra, de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, a instituição divulgará terça-feira (20) as datas das exumações das vítimas, que teriam material colhido para análise toxicológica para confirmação da causa da morte.

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Na semana passada, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Minas informou que outros dois casos suspeitos de intoxicação pelo medicamento foram descartados. Uma mulher de 65 anos está internada no Hospital São João Batista, em Caraí, mas, segundo a SES, ela não tomou o Secnidazol. Já uma pessoa que morreu em 29 de novembro havia ingerido o vermífugo, mas de outro lote e teria morrido por causa de complicações no quadro de hipertensão e diabetes.

Das dez pessoas suspeitas de serem vítimas do medicamento manipulado em 14 de novembro, apenas duas tiveram material recolhido para análise, que está a cargo do Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte. Já a Fundação Ezequiel Dias (Funed), também na capital, está encarregada de analisar amostras do medicamento. Há suspeita de que o Secnidazol tenha sido feito com produto usado para controle de hipertensão.

A SES também tenta localizar 62 cápsulas do medicamento e pediu às pessoas que tenham comprado o Secnidazol 500mg manipulado pela Fórmula Pharma que o entregue nas superintendências regionais de Saúde de Teófilo Otoni, Pedra Azul ou Governador Valadares. Por causa das mortes, a Secretaria intensificou a fiscalização em farmácias de manipulação da região e já interditou, além da sede a uma filial da Fórmula Pharma, estabelecimentos semelhantes em Novo Cruzeiro, Ladainha, Itaipé e Itambacuri, todas por irregularidades como falta de controle de qualidade validado pela Vigilância Sanitária, indícios de produção industrial e até falta de autorização para funcionamento.

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