Estudante que esfaqueou colega recebe tratamento psicológico

Em março, Vítor Ribeiro atacou a facadas Maria Luiza Costa Pinto e confessou que agiu motivado por amor não correspondido

Denise Motta, iG Minas Gerais |

O estudante da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Vitor Guilherme Carvalho Ribeiro, de 22 anos, que confessou no mês passado ter esfaqueado uma colega de classe por paixão platônica, refugiou-se no interior do Estado para receber tratamento psicológico e aguardar conclusão do inquérito policial sobre o crime, previsto para os próximos dias.

O advogado de Vitor, José Rattes, disse ao iG que o estudante trancou a matrícula na faculdade e se manterá afastado por um período mínimo de seis meses. Desde o dia 25 de março, por decisão do juiz Guilherme Queiroz Lacerda, Vitor está proibido de se aproximar de sua vítima, Maria Luiza Costa Pinto, de 21 anos, inclusive no ambiente escolar. Os dois frequentavam a mesma classe.

nullO estudante precisa manter uma distância mínima de 200 metros da jovem, por determinação judicial. O caso não se enquadra na Lei Maria da Penha porque Vitor e Maria Luiza nunca tiveram um relacionamento.

No dia 19 de março, Maria Luiza recebeu oito facadas de Vitor, após os dois participarem de uma festa de estudantes na capital mineira. Em depoimento à polícia, o estudante disse que cultivava um amor não correspondido pela jovem. Familiares da estudante atacada disseram que Vitor tinha comportamento estranho e demonstrava ciúme doentio quando ela conversava com outros rapazes.

Depois de passar por cirurgias e uma internação, na semana passada Maria Luiza retomou as aulas na Faculdade de Medicina da UFMG, em Belo Horizonte. “Os colegas fizeram uma festa para ela. Ontem (10) mesmo teve um churrasco. É um alívio grande saber que ele (Vitor) não está em Belo Horizonte. Esperamos que ele seja julgado e condenado, para que tenhamos mais tranquilidade”, desabafa o pai da estudante, Aílton Antônio Pinto , ao ser questionado sobre o afastamento de Vitor.

Maria Luiza não recebe ajuda psicológica, mas, por orientação de professores, evita conversar com jornalistas sobre o caso. Aílton conta que a filha se recupera bem dos golpes. Atingida nas costas, abdome, cabeça e rosto, ela ainda poderá passar por cirurgia estética, prevê o pai. “O corte no rosto foi superficial, mas ela também foi atingida no pescoço e costas”, lembra Aílton.

Vitor poderá responder por tentativa de homicídio. A delegada Daniele Aguiar Carvalho conclui nos próximos dias inquérito e encaminha o caso ao Ministério Público, que decidirá se denuncia ou não o estudante pelo crime. Na época das agressões, foi pedida a prisão temporária de Vitor. Como ele não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e apresentou-se espontaneamente para a polícia após o crime, o pedido foi negado.

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