Em Minas Gerais, contaminação de rio poderá ser investigada

Rompimento de duto de mineradora pode ter contaminado com cianeto um rio que abastece a cidade de Itabirito

AE |

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Moradores de Itabirito, a 55 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte, vão pedir segunda-feira (5) a intervenção do Ministério Público de Minas Gerais na investigação do rompimento de um duto da mineradora de ouro M Sol, ocorrido na semana passada. O acidente teria contaminado com cianeto um afluente do Rio das Velhas, que abastece parte da cidade.

O corretor Rodolfo Ribeiro, síndico de um condomínio banhado pelo rio, disse que tanto os órgãos ambientais quanto a própria mineradora estariam se omitindo sobre os impactos na região. "Desde que o duto se rompeu, peixes estão morrendo. Se não tem contaminação, por que a mineradora está enviando 80 caminhões de água por dia para cerca de dois mil moradores?", questionou.

Em nota, a Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa-MG) informou que análises feitas no afluente do Rio das Velhas não apontaram nenhuma contaminação nas águas que abastecem Belo Horizonte. A Copasa informou, no entanto, que o local exato do vazamento não faz parte do sistema de abastecimento da companhia. Porém, um outro morador do município, Gilmar do Amaral, disse que teve acesso a um laudo da estatal mineira que confirma a presença do cianeto, utilizado no processo de lavagem de ouro. Oficialmente, a Copasa nega.

O engenheiro de processos da M Sol, Luiz Henrique Gonçalves Araújo, descartou que o rio tenha sido contaminado. "O cianeto que nós usamos é inertizado. Estamos fazendo toda a recuperação do local. As denúncias são improcedentes", rebateu.

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