Em Belo Horizonte, cinco ônibus foram incendiados em quatro horas

Capital de Minas Gerais vive onda de ataques a coletivos. Polícia suspeita de envolvimento do PCC

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Cinco ônibus foram incendiados em Belo Horizonte em quatro horas, de domingo (08) até esta segunda-feira (09), afirmaram a polícia e os bombeiros de Minas Gerais. O Corpo de Bombeiros informou que quatro viaturas trabalharam no combate às chamas em uma garagem, onde o fogo danificou totalmente dois veículos, parcialmente outros dois e ainda atingiu o telhado, ameaçando a estrutura do local do ataque, no Bairro Dom Cabral, região noroeste de Belo Horizonte.

AE
Cinco ônibus foram incendiados na capital mineira em quatro horas, de domingo (08) até esta segunda-feira (09)
Funcionários da empresa que comercializa ônibus não souberam explicar o motivo das chamas à polícia. Quatro horas depois, no Bairro da Graça, região nordeste, um ônibus suplementar foi queimado por dois homens que fugiram em uma moto.

Desde o último dia 26 de abril, há duas semanas, 10 ônibus foram incendiados. Na semana passada o governo de Minas centralizou as investigações dos casos no Departamento de Operações Especiais (Deoesp) , que trata de desvendar a ação de quadrilhas. A polícia trabalha com a hipótese de envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos ataques. Em nenhum dos casos houve feridos e em apenas um ataque foram roubados os pertences de um funcionário da empresa de ônibus.

O chefe do Deooesp, delegado Islande Batista, afirmou ao iG que a polícia trabalha com a possibilidade de novos ataques, até que os responsáveis sejam identificados e presos.

“Enquanto estamos investigando, podem aparecer novas ocorrências. Isso não é surpresa para a polícia. As investigações estão dando respostas e depois de identificar os alvos vamos tirar de circulação. Até o final da semana, queremos apresentar algo concreto para a imprensa, mas estamos na fase de investigação e não podemos dar muitos detalhes para não atrapalhar o processo. O sigilo é extremamente importante”, alegou Batista, que tem um prazo de 30 dias para terminar o inquérito iniciado na semana passada. Este prazo é prorrogável por mais trinta dias.

Além de ouvir empregados das empresas de transporte coletivo atingidas pelos ataques, a polícia interroga detentos e diretores da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os ataques começaram logo após uma operação pente-fino no local e há, portanto, suspeitas de que sejam retaliações de detentos a um regime mais rígido dentro da prisão. A esposa de um traficante preso na Nelson Hungria, ligado ao PCC, foi presa pela polícia por envolvimento em um dos primeiros ataques, há duas semanas.

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