Dilma diz que investimento em infraestrutura é resposta à crise

Presidenta anuncia R$ 2,13 bilhões para metrô de Belo Horizonte. Ainda não há prazo para o começo das obras

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Investir em infraestrutura é uma maneira de dizer não à crise internacional. É uma maneira de dizer não à redução do ritmo de crescimento”, diz Dilma

Em visita a Belo Horizonte, a presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciou nesta sexta-feira (16) a ampliação do metrô da cidade. A reivindicação de melhoria no transporte sobre trilhos é antiga, mas não há previsão nem sobre a conclusão nem sobre o início das obras.

“Estou feliz porque acredito que aqui nessa região, das mais importantes do Brasil. Hoje, está em curso um projeto muito importante quando a gente considera a questão da mobilidade urbana, ligação de ônibus e metrô, enfim, um conjunto de obras”, discursou Dilma, sob aplausos de uma plateia formada por políticos de diversos partidos. “Sem dúvida o metrô de Belo Horizonte faz parte de uma das nossas estratégias”, completou a presidenta.

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Dilma anunciou o investimento de R$ 2,13 bilhões para o metrô da capital mineira. As obras no metrô, segundo ela, contemplam a ampliação da atual linha e a construção de outras duas. “Investir em infraestrutura é uma maneira de dizer não à crise internacional. É uma maneira de dizer não à redução do ritmo de crescimento. E é uma maneira de dizer um sonoro sim à melhoria das populações urbanas”, destacou a presidenta em discurso.

Dilma também elogiou as obras do Mineirão , estádio que vai receber jogos da Copa de 2014 e o qual ela visitou pela manhã. “Estive no Mineirão e vi a imensa e extraordinária obra feita pelo governo do Estado e prefeitura. De viabilizar com empresários privados, viabilizar o estádio em um prazo excepcional. De fato um dos estádios com um tempo de resolução dos mais extraordinários do Brasil”.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma recebe camisa dos 1000 dias para a Copa no Mineirão, em Belo Horizonte
Detalhes das obras

O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou que “evidentemente Belo Horizonte está na frente, lidera todas as demais (cidades) nos quesitos de obras de grande porte”, afirmou ele em entrevista no começo da tarde.

Secretário Nacional do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), gerido pelo Ministério das Cidades, Maurício Muniz informou que haverá três conjuntos de obras em Minas Gerais, totalizando R$ 3,160 bilhões. Deste total, R$ 1 bilhão virá do orçamento geral da União e outros R$ 1,013 serão de financiamentos. Também receberão recursos cidades da Grande Belo Horizonte, com construções de 11 terminais de ônibus.

Em entrevista, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), afirmou que a linha mais demorada a ser construída será a 3, que liga a região da Savassi, centro-sul de Belo Horizonte, à Lagoinha, região central. Isso porque esta linha será subterrânea e é mais onerosa. Já a linha 2, Calafate (região oeste) à região do Barreiro, pode ser construída de forma mais rapida, mas certamente a reforma da linha 1, já existente, deve ser a primeira obra a ficar pronta. Hoje ela liga o bairro Eldorado, em Contagem, na Grande BH, ao Vilarinho, região norte da capital.

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