Dilma defende parto normal e diz que tem 'compromisso' com o SUS

Presidenta participou de lançamento de programa de assistência às grávidas em Belo Horizonte, em Minas Gerais

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A presidenta Dilma Rousseff (PT) defendeu o parto normal nesta segunda-feira em Belo Horizonte, durante solenidade de lançamento da Rede Cegonha, programa de assistência às grávidas. “Faz diferença fazer cesariana porque paga mais e fazer parto normal, porque é melhor para a mãe e a criança”, discursou Dilma.

A presidenta ainda comprometeu-se em transformar o Sistema Único de Saúde (SUS) em um serviço de alta qualidade, o que representaria um “passaporte para o futuro” para o País. De acordo com ela, a desigualdade é mais perversa na área da saúde e seu governo não irá compactuar com a miséria e a pobreza. “Esse compromisso não renunciarei. Precisamos que o SUS funcione”.

Dilma também destacou as críticas que recebe servem para fazer seu governo evoluir. “Aqueles que acham que atingiram um mundo perfeito nunca melhoram”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em discurso, lembrou que entre os desafios da gestão Dilma está a diminuição da violência no atendimento do SUS. Padilha disse que pesquisa indica que 27% das grávidas relatam este problema.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma conversa com a gestante Quele Glaeice Costa durante cerimônia de lançamento do Programa Rede Cegonha

Vaias

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), passou por uma saia justa durante o lançamento do programa Rede Cegonha. Ele estava sentado ao lado da presidenta quando foi chamado para discursar. Servidores públicos vaiaram o tucano e também se manifestaram com gritos quando o governador disse, no discurso, que sua mãe é professora pública do Estado.

Servidores públicos presentes no auditório do Grande Teatro, local do evento, tentaram interromper também o ministro Alexandre Padilha durante seu discurso a respeito do Rede Cegonha. O funcionalismo pede melhorias nas condições de trabalho. “Mulher que cuida também precisa de cuidado”, gritou uma mulher na plateia.

No ano passado, o funcionalismo público mineiro fez diversas manifestações por reajustes salariais e melhorias nas condições de trabalho. Durante a campanha eleitoral, o tucano prometeu rever a situação, mas até agora nenhuma medida foi anunciada. Delegados de Minas fazem manifestações hoje em Belo Horizonte por melhorias nos salários e nas condições de trabalho.

Participam do evento, além de Dilma, Padilha e Anastasia, a ministra-chefe da secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, a secretária especial das Mulheres, Iriny Lopes, e o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), e cerca de 30 deputados federais e estaduais de Minas ocuparam o palco. Nenhum dos senadores de Minas (Aécio Neves - PSDB, Itamar Franco - PPS, Clésio Andrade - PR) compareceu ao evento.

Protesto no aeroporto

Dilma desembarcou na base aérea da Pampulha por volta de 11h e foi recepcionada pelo governador, prefeito da capital e deputados. Chamou atenção uma faixa na qual se lia: “Dilma: Minas merece respeito. Newton Cardoso”. Cardoso atualmente é deputado federal pelo PMDB e já foi governador de Minas. O iG entrou em contato com ele, que negou autoria.

“Estou sabendo agora”. Cardoso disse que acionará a Polícia Federal para apurar o caso, considerado por ele como gravíssimo, porque ele é vice-líder do governo.

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