Colegas de escola são suspeitas de agredir adolescente em MG

Menina se recupera após golpes de tijolo, faca e ter corpo queimado. Acusadas podem responder por tentativa de homicídio

Denise Motta, iG Minas Gerais |

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a participação de quatro adolescentes na agressão de S.M.D., de 14 anos, na última segunda-feira (12), em Betim, na Grande Belo Horizonte. Todas seriam colegas de escola. Além disso, também há a possibilidade da participação de um adulto no espancamento.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da polícia mineira, a delegada Cristiane Ferreira, da 5ª Delegacia de Betim, já ouviu uma adolescente de 13 e outras duas de 14 anos, supostamente envolvidas no caso. S.M.D. está internada depois de ter sido golpeada com tijolos, receber várias facadas e ter o pulmão perfurado. Ela também teve parte do corpo queimado e precisou passar por cirurgia para retirada de um ovário. As agressões teriam acontecido por causa de uma disputa amorosa.

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Uma adolescente de 14 anos ficou detida por um dia, mas foi liberada por falta de provas, de acordo com informações da 2ª Delegacia de Polícia de Betim. As meninas envolvidas também foram ouvidas por promotores de Infância e da Juventude, mas ainda não estão comprovadamente identificadas as pessoas responsáveis pelas agressões.

Um dos depoimentos mais importantes para desvendar o caso é o da própria vítima, que, do hospital, deu entrevista ao programa “Mais Você”, alegando serem quatro colegas as responsáveis pela brutalidade contra ela. A mãe da garota disse que uma das agressoras era amiga de sua filha e, inclusive, esteve em sua casa há uma semana. O desentendimento seria em função de um ex-namorado de ambas. A jovem agredida já foi ouvida informalmente pela polícia. Seu depoimento será formalizado nos próximos dias.

A prefeitura de Betim divulgou nota a respeito do estado de saúde da adolescente espancada. “S.M.D., 14 anos, segue internada no Hospital Público Regional Professor Osvaldo Franco e apresentando melhora constante em seu quadro de saúde. Com perfurações pelo tórax e queimaduras nos membros inferiores, ela se recupera de cirurgia e apresenta ainda alguma dificuldade respiratória, mas já se movimenta bem, tendo inclusive caminhado pelo quarto”, diz a nota.

Ainda conforme a assessoria de imprensa da prefeitura, “as queimaduras, de segundo grau, também apresentam recuperação normal, não devendo deixar cicatrizes” e, diante desta avaliação geral, “a perspectiva de alta, segundo os médicos que a assistem no hospital, é de aproximadamente uma semana”.

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