Cinco são presos em ação contra tráfico de anfetamina

Operação Efeito Colateral também apreendeu grande quantidade de medicamentos proibidos pela legislação brasileira

AE |

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O tráfico internacional de anfetamina, substância usada em remédios de emagrecimento, levou a Polícia Federal (PF) em Minas Gerais a prender, hoje, cinco pessoas, incluindo donos de farmácias de manipulação. Também foi apreendida grande quantidade de medicamentos proibidos pela legislação brasileira, produtos comercializados sem receita e sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e até remédios falsificados. A maior parte do material era enviada para os Estados Unidos.

A operação Efeito Colateral foi desencadeada nas cidades de Resplendor, Conselheiro Pena e Cuparaque, no Vale do Rio Doce mineiro, e de Nova Venécia, Ecoporanga, Barra de São Francisco e Baixo Gandu, no Espírito Santo. Ao todo, 70 agentes de Governador Valadares e Belo Horizonte cumpriram 15 mandados de busca e apreensão - sete deles em farmácias -, além das prisões temporárias, todos expedidos pela Justiça Federal em Ipatinga (MG).

Dois suspeitos que também tiveram as prisões decretadas estão foragidos, mas, de acordo com o delegado Bruno Zampier, os advogados dos acusados já entraram em contato com a PF e informaram que seus clientes irão se apresentar. "São todos empresários donos de farmácias de manipulação e pessoas que os ajudam", contou o policial.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em outubro do ano passado, por meio da troca de informações entre a polícia brasileira e a DEA (Drug Enforcement Administration, a agência de controle de drogas norte-americana). Os investigadores constataram que empresários usavam brasileiros que vivem em diversas cidades dos Estados Unidos para enviar medicamentos de uso restrito ou proibidos, principalmente pelos Correios.

A PF acionou os Correios, que, por meio da Gerência de Segurança Operacional em Belo Horizonte, começou a verificar de forma detalhada a correspondência internacional. Na tentativa de despistar a segurança, os traficantes usavam balas, bombons, papel carbono e outros materiais para disfarçar os remédios. Mesmo assim, desde o início das investigações foram presas dez pessoas no Brasil e nos EUA e apreendidos 43 quilos de medicamentos clandestinos.

De acordo com Zampier, apesar de alguns desses remédios serem de uso permitido no País, "há um abuso no uso desses medicamentos e a venda sem prescrição médica, com suas consequências". O comércio dos produtos permitidos também necessita do controle da Anvisa. Como os acusados não tinham autorização para a venda, foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico, crimes que podem render até 15 anos de prisão. As penas podem ser ainda maiores pelo fato de o comércio ilegal ser internacional. Agentes da Anvisa e da Gerência Regional de Saúde de Minas Gerais também auxiliaram nas buscas.

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