Casal morreu asfixiado em pousada de MG, indica laudo

Universitários, encontrados mortos no dia 17 de março, foram asfixiados por monóxido de carbono. Polícia verifica falha em lareira

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Arquivo pessoal
Acidente pode ter tirado a vida de casal
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, divulgado nesta terça-feira, confirma que o casal de universitários Gustavo Lage Caldeira Ribeiro, de 23 anos, e Alessandra Paolinelli, de 22, morreu asfixiado por monóxido de carbono.

Gustavo e Alessandra foram encontrados mortos no quarto de uma pousada de luxo em Brumadinho, a 50 quilômetros de Belo Horizonte, no dia 17 de março. Eles comemoravam um ano de namoro. Os corpos dos estudantes não tinham sinal de violência e o cômodo em que eles foram encontrados não havia sido arrombamento.

Agora, a Polícia Civil de Minas Gerais aguarda mais dois laudos para concluir o inquérito. Eles devem apontar se houve algum defeito na lareira ou se os estudantes utilizaram o equipamento de maneira inadequada.

O delegado chefe da Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte, Wagner Pinto, afirmou ao iG que os próximos laudos de engenharia legal visam identificar a responsabilidade criminal da pousada Estalagem do Mirante. “Temos que a causa da morte é monóxido de carbono e agora vamos investigar a responsabilidade criminal”, disse, sem precisar quando o inquérito sobre o caso será encerrado.

Há um mês, a polícia de Minas já havia divulgado que um laudo preliminar apontou a presença de carboxihemoglobina na concentração de 62% em Alessandra e de 68% em Gustavo, o que indica intoxicação por monóxido de carbono. Na ocasião, a polícia também informou que a exposição, por mais de uma hora a níveis acima de 60%, leva a morte rápida.

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