Assassinato causa paralisação de ônibus em Belo Horizonte

Aproximadamente 200 coletivos de 27 linhas deixaram de circular pela capital mineira durante protesto de motoristas

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O assassinato de um motorista ao volante de um ônibus levou centenas de colegas da vítima a fecharem a Estação BHBus Venda Nova, uma das mais movimentadas de Belo Horizonte (MG). O terminal ficou fechado durante todo o dia por cerca de 600 manifestantes que protestaram, principalmente durante a manhã, contra a falta de segurança na região. Por volta das 18h, a estação Venda Nova seguia fechada por manifestantes, o que complica a volta para casa da população. A alternativa para os passageiros é usar o metrô na Estação Vilarinho, que fica a cerca de 1 quilômetro de distância.
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Policiais foram chamados para que não ocorressem confrontos entre manifestantes

Segundo a PM, José Goes dos Santos, de 47 anos, dirigia um coletivo da linha 640 (Bairro Jardim Leblon) pouco depois das 23h30 desta segunda-feira, quando dois rapazes pediram para que ele parasse fora do ponto, na saída da estação, para que eles descessem sem pagar as passagens. Ainda de acordo com a PM, o motorista negou o pedido alegando que poderia ser até demitido, já que o veículo é monitorado.

Um dos suspeitos sacou uma arma e atirou em Santos, que chegou a ser levado para o Hospital Risoleta Neves, mas não resistiu. Pouco depois, a polícia prendeu Wallasse de Souza Pereira, de 19, e apreendeu um jovem de 14 anos, acusados do crime. Eles teriam entrado no ônibus para fugir após um assalto a um casal de pedestres. A PM encontrou com a dupla o revólver que teria sido usado para matar o motorista. "Foi um tiro só, mas fatal", observou o tenente Sidney Gomes, da PM.

Revoltados com o crime, colegas de Santos seguiram para a Estação Venda Nova por volta das 5h e fecharam o terminal. Pelo local passa diariamente uma média de 60 mil passageiros. Somente pela manhã, segundo a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte (STTR-BH), aproximadamente 200 coletivos de 27 linhas deixaram de circular. 

Os poucos veículos que tentaram sair ou entrar no terminal, inclusive os provenientes de municípios da região metropolitana, eram atacados a socos e chutes pelos manifestantes. Alguns tiveram os pneus furados. Cerca 100 policiais militares foram enviados para o local para tentar controlar a situação.

Depois da estação, a manifestação se espalhou também por ruas do entorno. Os ânimos só se acalmaram quando o comando da polícia na região propôs um reforço no policiamento, além da retomada de realização de blitz dentro dos coletivos. Além disso, a PM também prometeu reabrir um posto policial que funcionava dentro da estação.

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