Após repercussão, Edmar Moreira deixa diretoria de estatal mineira

Ex-deputado, que ficou conhecido por construir um castelo em Minas, foi nomeado para receber um salário mensal de R$ 11 mil

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Agência Brasil
Edmar Moreira foi indicado pelo governador Antônio Anastasia
Conhecido nacionalmente por ter construído um castelo em São João Nepomuceno, a 300 quilômetros de Belo Horizonte, o ex-deputado federal Edmar Moreira irá deixar o cargo de diretor na MGI Participações, estatal de Minas Gerais. A saída do político ocorre logo após a repercussão de sua nomeação, há cerca de duas semanas, para participar na formação acionária de empresas no Estado. No cargo, o ex-deputado receberia um salário mensal de R$ 11 mil.

A assessoria de imprensa do governador Antonio Anastasia (PSDB), que antes divulgou que a nomeação do ex-deputado teria acontecido por indicação do PR (partido da base governista), a princípio, não explicou se Moreira pediu para sair ou foi demitido.

No começo da noite desta sexta, porém, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Fazenda informou que foi Moreira quem pediu para ser exonerado do cargo, mas não explicou os motivos. O pedido foi avaliado e aprovado em reunião entre gerentes da MGI.

Além de Moreira, o governo Anastasia sofreu outra baixa. O ex-vereador Wellington Magalhães (PTN) deixa a vice-diretoria da Administração de Estádios do Estado de Minas Gerais (Ademg). Neste caso, ficou claro que foi o próprio político quem pediu para deixar o cargo.

Magalhães teve o mandato cassado no ano passado, por abuso de poder econômico durante as eleições de 2008. Na última terça-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a sua cassação. O governo Anastasia divulgou que iria analisar o caso após publicação da decisão do TSE. Em Minas Gerais há uma lei que proíbe a nomeação de pessoas com condenações judiciais. Em entrevistas, Anastasia chegou a defender as nomeações de Moreira e Wellington, sob argumento de que os processos cumpriram a lei.

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