Eles são acusados de envolvimento com a morte de duas pessoas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte

Três soldados e um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foram presos na tarde desta quarta-feira (23) após prestarem depoimentos à corregedoria da instituição a respeito de dois assassinatos na Vila Marçola, no Aglomerado da Serra, favela na região centro-sul de Belo Horizonte.

Policiais ocupam Aglomerado da Serra, favela de Belo Horizonte onde dois homens foram mortos por policiais. Assassinatos revoltaram os moradores da comunidade
Agência Estado
Policiais ocupam Aglomerado da Serra, favela de Belo Horizonte onde dois homens foram mortos por policiais. Assassinatos revoltaram os moradores da comunidade

Os crimes aconteceram no último sábado e revoltaram moradores, que acusaram os militares de executarem as vítimas, que não têm qualquer envolvimento com crimes. A alegação inicial da PM foi de que os policiais teriam sido recebidos a tiros durante um policiamento de rotina na madrugada de sábado. A identidade dos policiais presos e os locais para onde foram levados são mantidos em sigilo.

Os policiais foram presos porque a Justiça Militar acatou o pedido de Rinaldo Azevedo, presidente do inquérito policial militar (IPM) instaurado após os assassinatos. Jeferson Silva, 17 anos e seu tio, Renilson Veriano, de 31, teriam sido assassinados a queima roupa, conforme relatos de testemunhas.

Ontem, deputados estaduais estiveram no local onde Jeferson e seu tio, Renilson, foram mortos. Eles encontraram vestígios de bala no asfalto, o que indicaria execução das vítimas.

De acordo com o corregedor da PM, Hebert Fernandes Souto e Silva, há provas de os policiais foram baleados, o que confirmaria a versão de que eles foram recebidos a tiros na favela. Entretanto, disse também o corregedor, há provas testemunhais que desmentem a versão dos policiais envolvidos. Entre os militares presos, um atua há 17 anos no Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam).

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