Após discussão, jovem atira dentro de escola em Belo Horizonte

Ninguém se feriu, mas professores e funcionário contam que caso faz parte de escalada de violência no colégio

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Um adolescente de 15 anos entrou armado com um revólver calibre 38 na manhã desta quinta na escola estadual Maria Amélia Guimarães, na periferia de Belo Horizonte, e disparou um tiro dentro da sala de aula, após desentendimento com outros alunos. Dois adolescentes, de acordo com a Polícia Militar de Minas, foram encaminhados para um centro especializado em atender ocorrências envolvendo menores infratores.

Cerca de 500 alunos ficaram sem aulas hoje à tarde depois que professores chamaram a polícia e a imprensa, revoltados com a violência que, segundo eles, é recorrente na escola.

De acordo com um funcionário da escola que preferiu não se identificar, há aproximadamente 15 dias dois ex-alunos adolescentes armados pularam um muro do local. Os jovens ameaçaram um outro estudante de morte. Todos eles teriam envolvimento com o tráfico de drogas na região. A polícia deteve os jovens armados.

“O governo deveria olhar para as escolas e dar assistência. Arma virou brinquedo na mão de aluno. Já perdemos 10 estudantes só no ano passado, todos assassinados. Foi um milagre de Deus não ter acontecido nenhuma morte”, desabafou o funcionário, que presenciou quando os adolescentes presos hoje pela polícia se desentenderam. “Eles estavam na hora do recreio e começaram a jogar água do bebedouro uns nos outros. Depois, houve o tiro na sala de aula. Na hora do tiro, havia crianças de oito anos perto do local”, lembra.

A escola estadual Maria Amélia Guimarães possui 1.600 alunos cursando os ensinos fundamental, médio, além de educação de jovens e adultos. Professores afirmam que grande parte dos jovens envolvidos em crimes fazem parte do Projeto "Acelerar para Vencer", cuja meta é cursar dois anos em um. Os professores reclamam que estes alunos normalmente têm desvio de comportamento e precisam de acompanhamento psicológico. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais ainda não informou se tomará alguma medida excepcional para melhorar a segurança na escola.

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