Com base no laudo de sanidade mental, juiz entendeu que Amilton Loyola Caires não pode ser responsabilizado pelo crime

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O estudante Amilton Loyola Caires, de 24 anos, acusado de esfaquear e matar o professor Kássio Vinicius Castro Gomes , de 39 anos, no Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, em dezembro de 2010, em Minas, deverá ser internado. A determinação foi dada pelo juiz presidente do 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, Glauco Eduardo Soares Fernandes, que absolveu e determinou a internação, por período mínimo de três anos, após ficar comprovada esquizofrenia no rapaz. 

Jovem foi preso no fim do ano passado acusado de matar professor de faculdade em Belo Horizonte
AE
Jovem foi preso no fim do ano passado acusado de matar professor de faculdade em Belo Horizonte
O magistrado, com base no laudo de sanidade mental do acusado, entendeu que ele era inimputável, ou seja, não poderia ser responsabilizado pelo crime. O Ministério Público (MP) também pediu a absolvição do réu e a internação nos termos do artigo 96 do Código Penal Brasileiro. 

Durante a realização da audiência, foram ouvidas quatro testemunhas. Em seguida o réu foi interrogado. Em depoimento bastante confuso, ele assumiu a autoria do crime, justificando sua conduta por se sentir perseguido e humilhado pela vítima dentro da sala de aula. 

O juiz determinou que as devidas providências devem ser tomadas para internação de A.L.C. em hospital ou estabelecimento psiquiátrico adequado, bem como conversão da prisão preventiva na medida de segurança imposta. O estudante estava recolhido no presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. 

Segundo a denúncia, minutos antes do início das aulas, o estudante A.L.C. teria esfaqueado o professor K.V.C.G. no peito, causando sua morte. Para a promotoria, "o crime foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima".

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