Izabella Marquez Giavenchio foi encontrada morta entre os filhos Ana Flávia e Lucas na quinta-feira (12), no interior de SP

Acareação entre Matuzalém e Pedrão frente a agentes da Polícia Civil, na quinta-feira (20)
Polícia Civil/Divulgação
Acareação entre Matuzalém e Pedrão frente a agentes da Polícia Civil, na quinta-feira (20)

A acareação realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais entre Matuzalém Ferreira Júnior, 49 anos, e Antônio Moreira Pires, o "Pedrão", 37, na tarde de quinta-feira (19), não surtiu o efeito esperado. Apesar de estarem frente a frente, os principais suspeitos do assassinato de um casal de gêmeos e da mãe das crianças não assumiram a autoria das mortes. E se limitaram a trocar acusações.

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Pai dos gêmeos, Matuzalém voltou a acusar "Pedrão" de ser o responsável pelo triplo homicídio; "Pedrão", por sua vez, que foi preso horas antes da acareação, rechaçou as acusações, afirmando que procurou o colega em Uberaba devido a uma promessa de emprego e acabou presenciando os assassinatos.

Em entrevista coletiva na sede da Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, onde os dois estão presos, o delegado Ramon Bucci, chefe do 5º Departamento de Polícia Civil de Uberaba, e a delegada Carla Bueno, que presidiu as investigações, afirmaram que Matuzalém insiste em manter sua versão inicial, de que Moreira matou a mulher e os bebês. 

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A investigação afirma que a família de Izabella registrou o desaparecimento dos três no dia 12 de fevereiro, mesma data em que Matuzalém teria marcado um encontro com ela, com quem manteve um caso extraconjugal cuja consequência foi o nascimento dos gêmeos.

O encontro teria ocorrido às 16h, em um parque de exposições da cidade. Na sequência, Matuzalém buscou Moreira e partiu em direção a São Paulo por meio da BR-050. Izabella e os filhos foram encontrados mortos em Buritim, no interior paulista, na terça-feira (17), cinco dias após os desaparecimentos.

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De acordo com a delegada, Matuzalém demonstrou frieza ao confirmar o sequestro de Izabella e dos bebês e de seu suposto pedido a Moreira para "dar um susto" na mulher. Segundo ele, foi o colega quem assassinou a tiros os três.

Moreira, no entanto, garante que foi Matuzalém o assassino. Ambos têm passagens na polícia – Matuzalém por ameaças e Moreira, por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, receptação e dano. A investigação aguarda laudo pericial para poder identificar o responsável pelas mortes e, posteriormente, indiciar ambos por triplo homicídio, triplamente qualificado, sequestro qualificado e ocultação de cadáver.

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