Suspeitos de matar bebês gêmeos negam crime e trocam acusações em acareação

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Izabella Marquez Giavenchio foi encontrada morta entre os filhos Ana Flávia e Lucas na quinta-feira (12), no interior de SP

Acareação entre Matuzalém e Pedrão frente a agentes da Polícia Civil, na quinta-feira (20)
Polícia Civil/Divulgação
Acareação entre Matuzalém e Pedrão frente a agentes da Polícia Civil, na quinta-feira (20)

A acareação realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais entre Matuzalém Ferreira Júnior, 49 anos, e Antônio Moreira Pires, o "Pedrão", 37, na tarde de quinta-feira (19), não surtiu o efeito esperado. Apesar de estarem frente a frente, os principais suspeitos do assassinato de um casal de gêmeos e da mãe das crianças não assumiram a autoria das mortes. E se limitaram a trocar acusações.

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Pai dos gêmeos, Matuzalém voltou a acusar "Pedrão" de ser o responsável pelo triplo homicídio; "Pedrão", por sua vez, que foi preso horas antes da acareação, rechaçou as acusações, afirmando que procurou o colega em Uberaba devido a uma promessa de emprego e acabou presenciando os assassinatos.

Em entrevista coletiva na sede da Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, onde os dois estão presos, o delegado Ramon Bucci, chefe do 5º Departamento de Polícia Civil de Uberaba, e a delegada Carla Bueno, que presidiu as investigações, afirmaram que Matuzalém insiste em manter sua versão inicial, de que Moreira matou a mulher e os bebês. 

Relembre crimes em família que marcaram o País:

Mala onde estava o corpo foi achada às margens da represa Atibainha, em Nazaré Paulista, interior de São Paulo (10.03.15). Foto: Edison Temoteo/Futura PressMichelli Nogueira Arrabal, de 31 anos, era casada (10.03.15). Foto: Facebook/ReproduçãoMichelli Nogueira trabalhava na companhia aérea Azul (10.03.15). Foto: Facebook/ReproduçãoJulio Arrabal foi encontrado morto na casa onde o casal morava, em Sumaré. Ele é o principal suspeito (10.03.2015). Foto: Facebook/ReproduçãoCorpo de comissária de bordo é encontrado dentro de mala em represa de SP (10.03.15). Foto: Facebook/ReproduçãoAlcir Pederssetti, de 41 anos, é suspeito de assassinar a esposa, filha, sogro, sogra e cunhada e depois se matar (26.02.15). Foto: Reprodução/FacebookLana, de 16 anos, é uma das vítimas do pai. Crime aconteceu em fevereiro deste ano. Foto: Reprodução/FacebookVelório das crianças mortas a facadas pelo pai. O crime aconteceu em  julho do ano passado (11.07.2014). Foto: Futura PressSara Kelly, mãe das vítimas, durante velório das quatro crianças mortas a facadas pelo pai São Paulo. Elas tinham entre um e 10 anos (11.07.14). Foto: Futura PressEm um dos crimes em família mais icônico, o adolescente Marcelo Pesseghini ao lado do pai, o sargento da Rota Luiz Marcelo Pesseghini, de 13 anos, foi apontado pela polícia como assassino dos pais, da avó e da tia avó. O crime aconteceu em agosto de 2013. Foto: Arquivo pessoalEstudante de enfermagem Loanne Rodrigues da Silva Costa, de 19 anos, e o padrasto foram encontrados mortos e acorrentados pelos pés a uma árvore. Crime aconteceu em dezembro de 2013 em  Pirenópolis, Goiás. Foto: Reprodução/FacebookSegundo a polícia, os filhos acreditavam que o padrasto de Loane poderia ter planejado matar a jovem e sentiria desejo por ela. Foto: Reprodução/FacebookLoanne e o padrastro tiveram abdômen cortado e órgãos arrancados, segundo a polícia (18.12.13). Foto: Reprodução/FacebookAntes do assassinato, a jovem já havia recebido ameaças de morte e sido agredida com uma paulada na cabeça (18.12.13). Foto: Reprodução/FacebookAmiga de Loanne disse à polícia que o padrasto ligava o tempo todo para a jovem (18.12.2013). Foto: Reprodução/FacebookO menino Joaquim Ponte, de 3 anos, foi encontrado boiando no rio Pardo, em Barretos, interior de SP. O crime aconteceu em novembro de 2013 (06.11.13). Foto: Alfredo Risk/Futura PressO padrastro Guilherme Longo é suspeito do assassinato de Joaquim (20.12.13). Foto: Reprodução/EPTVJoaquim Ponte Marques, de 3 anos, ficou desaparecido por cinco dias. Foto: Futura PressNatália Ponte, mãe de Joaquim, deve responder por omissão (11.12.13). Foto: Piton/Futura PressO padastro do menino, Guilherme Longo,  participar de reconstituição da morte de Joaquim. Ele foi responde a processo por homicídio triplicamente qualificado (22.11.13). Foto: Futura PressA avó materna de Joaquim, Cristina Ponte, durante o velório. Foto: Futura PressFamiliares, amigos e moradores de São Joaquim da Barra participam do velório do menino Joaquim . Foto: Alfredo Risk/Futura PressUm casal de brasileiros e sua filha de 10 anos foram encontrados mortos dentro de casa. Foto: Reprodução/FacebookA polícia suspeita de duplo assassinato seguido de suicídio por conta dos problemas financeiros enfrentados pela família. Foto: Reprodução/FacebookO motoboy sandro Dota foi condenado a 31 anos por matar e estuprar a cunhada Bianca Consoli. Foto: Futura PressMãe mata as duas filhas e comete suicídio dentro de casa, no Butantã, zona oeste de São Paulo. Foto: Gabriela Bilo/Futura PressAmigas das adolescentes supostamente mortas pela mãe choram em frente à casa da família no bairro do Butantã. Foto: Futura PressGil Rugai foi condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelas mortes do pai e da madrasta. Foto: Futura PressAo ler da condenação do réu, o juiz se referiu a Gil Rugai como um pessoa "extremamente perigosa" e "dissimulada", já que tentava passar a imagem de "bom moço". Foto: Alice Vergueiro/Futura PressRéu Gil Rugai chega ao segundo dia do júri popular, em SP. 'Eu não matei. Sou inocente', disse. Foto: Alice Vergueiro/Futura PressGil Rugai chega ao Fórum da Barra Funda, em São Paulo, com a mãe e o irmão. Foto: Futura PressMaioria do júri concordou que o duplo homicídio foi cometido por motivo torpe, pois Rugai não se conformou por ter sido afastado dos negócios do pai. Foto: AEAnna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, madrasta e pai da menina Isabella, foram condenados por arremessar a menina do 6º andar do prédio onde moravam. Foto: WERTHER SANTANA/AEAnna Carolina Jatobá cumpre pena na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Foto: AEAnna Carolina Jatobá  e Suzane von Richthofen cumprem pena no mesmo complexo penitenciário. Foto: ArquivoSuzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá em Tremembé. Foto: ArquivoSuzanne foi condenada por participação no assassinato dos pais em 2002. Foto: Futura Press

A investigação afirma que a família de Izabella registrou o desaparecimento dos três no dia 12 de fevereiro, mesma data em que Matuzalém teria marcado um encontro com ela, com quem manteve um caso extraconjugal cuja consequência foi o nascimento dos gêmeos.

O encontro teria ocorrido às 16h, em um parque de exposições da cidade. Na sequência, Matuzalém buscou Moreira e partiu em direção a São Paulo por meio da BR-050. Izabella e os filhos foram encontrados mortos em Buritim, no interior paulista, na terça-feira (17), cinco dias após os desaparecimentos.

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De acordo com a delegada, Matuzalém demonstrou frieza ao confirmar o sequestro de Izabella e dos bebês e de seu suposto pedido a Moreira para "dar um susto" na mulher. Segundo ele, foi o colega quem assassinou a tiros os três.

Moreira, no entanto, garante que foi Matuzalém o assassino. Ambos têm passagens na polícia – Matuzalém por ameaças e Moreira, por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, receptação e dano. A investigação aguarda laudo pericial para poder identificar o responsável pelas mortes e, posteriormente, indiciar ambos por triplo homicídio, triplamente qualificado, sequestro qualificado e ocultação de cadáver.

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