Secretário não descarta erro em desabamento de viaduto em Minas Gerais

Por Agência Brasil |

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Duas pessoas morreram e outras 22 pessoas ficaram feridas após o acidente em Belo Horizonte em Minas Gerais

Agência Brasil

O secretário de Obras e Infraestrutura de Belo Horizonte, José Lauro Nogueira, admitiu hoje (4) que o desabamento de um viaduto em construção sobre uma movimentada avenida da capital mineira foi causado por um “erro”, cujas causas e responsabilidades já estão sendo apuradas.

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Viaduto desaba na Avenida Pedro I, próximo à Lagoa do Nado,em Belo Horizonte. Foto: Lincon Zarbietti/O Tempo/Futura PressViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: ReproduçãoViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: ReproduçãoViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: ReproduçãoViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: DivulgaçãoViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: ReproduçãoViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: ReproduçãoViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: ReproduçãoViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura PressViaduto desaba na Avenida Pedro I, próximo à Lagoa do Nado,em Belo Horizonte. Foto: Lincon Zarbietti/O Tempo/Futura PressViaduto em obras desaba em Belo Horizonte. Foto: Lincon Zarbietti/O Tempo/Futura PressViaduto em obras desaba em Belo Horizonte. Foto: Lincon Zarbietti/O Tempo/Futura PressViaduto em obras desaba em Belo Horizonte. Foto:  Lincon Zarbietti/O Tempo/Futura Press Viaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: Lincon Zarbietti/O Tempo/Futura PressViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: Reprodução/TwitterViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: Reprodução/TwitterViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: Reprodução/TwitterViaduto desaba em Belo Horizonte. Foto: Reprodução

“Entendemos que houve sim um erro e estamos procurando identificar as causas do problema”, declarou Nogueira em entrevista coletiva esta tarde. Perguntado se a prefeitura falhou na fiscalização da obra, que integra o chamado sistema BRT (do inglês Transporte Rápido por Ônibus), o secretário comentou que a responsabilidade pelo andamento dos trabalhos é compartilhada entre várias entidades, empresas e a própria prefeitura.

“A licitação pública foi, como sempre, um processo que selecionou excelentes empresas com muita experiência nos empreendimentos que configuram o viaduto em questão. Então, é necessário termos a calma suficiente para que as causas sejam identificadas”, ponderou Nogueira.

Sobre a hipótese de que as escoras de sustentação do viaduto podem ter sido retiradas antes do tempo ideal, Nogueira foi taxativo. “Tudo o que foi feito, seja por parte da prefeitura, seja por parte das empresas, foi feito sem nenhum açodamento. Tomamos o cuidado de manter o escoramento pelo tempo necessário”, disse ele, assegurando que todos os testes foram previamente feitos e que as escoras não foram retiradas de uma única vez.

“O número de escoras é imenso e a retirada não levou um único dia. É uma etapa técnica prevista em cronograma, um processo planejado que leva semanas. Inclusive porque o volume de material é tão grande que, mesmo que fosse possível retirá-lo de uma única vez, não teríamos meios de transportá-lo. E, se tivéssemos, haveria um enorme congestionamento”.

Nogueira confirmou que todo o Viaduto Guararapes terá que ser demolido – informação confirmada pela construtora responsável pela obra, a Cowan. Ainda de acordo com o secretário, tão logo os órgãos técnicos e a Polícia Civil concluam as perícias e liberem a área, a prefeitura e as empresas responsáveis começarão a liberar a via.

Inicialmente prevista para ser entregue em junho, a obra estava em fase de acabamento, com previsão de ser concluída no fim deste mês. Todo o complexo de obras necessárias à implementação do BRT na capital está sendo executado pela Construtora Cowan que, em nota divulgada hoje, garantiu que todos os procedimentos e o material usado passaram pelos testes obrigatórios sem apresentar qualquer problema, atendendo a todas as normas vigentes.

O empreendimento faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana e já consumiu, até o momento, R$ 713 milhões, dos quais R$ 311 milhões do PAC.

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