Polícia Civil de Minas Gerais expulsa delegado acusado de matar ex-namorada

Por Agência Estado |

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Apesar do crime, polícia alegou ter expulsado Toledo por irregularidades nos registros de duas motos

Agência Estado

Acusado de matar a tiros a ex-namorada Amanda Linhares Santos, de 17 anos, o ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto, de 40, teve sua expulsão da Polícia Civil publicada no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais nesta quarta-feira (16). Apesar de ter atirado na cabeça da adolescente durante uma briga em Ouro Preto, na região central de Minas, a direção da polícia decidiu expulsar Toledo por causa de irregularidade nos registros de duas motos.

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Segundo a assessoria da Polícia Civil, a "transgressão disciplinar de natureza grave" ocorreu no período em que Toledo comandava a Circunscrição do Departamento de Trânsito (Detran) de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, entre 2005 e 2007. No período, ele teria autorizado o licenciamento de duas motocicletas com "motores e chassis com procedências irregulares". Uma das motos havia sido roubada em outro Estado.

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Embora tenha sido preso na época por receptação, falsidade ideológica e formação de quadrilha, crimes que levaram a um processo na Justiça que pode render até 13 anos de prisão ao ex-policial, e de responder a processo administrativo desde 2002, somente agora, com Toledo denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelo assassinato da ex-namorada, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil decidiu por sua expulsão.

Quando a execução ocorreu, em 14 de abril, ele era alvo de dois processos administrativos, dez inquéritos policiais - já foi indiciado inclusive por agressão contra a jovem - e nove sindicâncias. Ele também é acusado de fraude processual e por destruir provas no caso do assassinato para dificultar as investigações. Toledo, que está preso pela execução, nega ter executado a ex-namorada e alega que ela se matou.

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