Protesto de médicos e estudantes de medicina ocupa ruas de Belo Horizonte

Por Agência Estado |

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Categoria não é contra importação de médicos, mas pede que profissionais sejam submetidos ao exame Revalida

Agência Estado

Alberto Wu/Futura Press
Ao menos 2 mil pessoas participaram de passeata que saiu da área hospitalar da cidade

Médicos e estudantes de Medicina ocuparam ruas de Belo Horizonte e de outras cidades mineiras no fim da tarde e início da noite desta quarta-feira (3) para cobrar investimentos em saúde por parte dos governos e protestar contra a contratação de profissionais estrangeiros, como defende o Executivo federal. Na capital, ao menos 2 mil pessoas participaram de passeata que saiu da área hospitalar da cidade, deu a volta na Praça Sete de Setembro - principal ponto de concentração dos manifestantes que promovem, nas últimas duas semanas, os maiores atos já registrados - e voltaram para a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), também no Centro, onde realizariam assembleia durante a noite.

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No caso de Belo Horizonte, o maior problema foi no trânsito, já que, segundo a assessoria da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), a grande maioria dos manifestantes não estava em horário de plantão e os serviços nas principais unidades da capital não foram afetados. Situação diferente, por exemplo, de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde foi reduzido o serviço prestado em algumas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). Também foi registrado protesto em Pouso Alegre, no sul de Minas.

Em Belo Horizonte, a manifestação reuniu integrantes do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed), da AMMG e do Conselho Regional de Medicina do Estado (CRM/MG), além de estudantes da área. O presidente do CRM/MG, João Batista Gomes Soares, ressaltou que a categoria não é totalmente contra a proposta de trazer profissionais de outros países, mas que é preciso garantir a "qualificação" destes médicos.

A categoria defende que os profissionais estrangeiros sejam submetidos ao exame intitulado Revalida. Soares ressaltou que em nenhum momento o governo propôs a aplicação da prova e que, sem ela, "não tem como saber se os médicos são capacitados". Os manifestantes ainda defenderam melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS) e na infraestrutura dos locais de trabalho.

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