Com nova manifestação em Belo Horizonte, estádio abriu os portões uma hora mais cedo. Nesta tarde, seleção brasileira enfrenta o Uruguai e passeata segue para o Mineirão

Reuters

Com medo das manifestações em Belo Horizonte (MG), torcedores chegaram cedo ao estádio do Mineirão para a partida do Brasil com o Uruguai, nesta quarta-feira, para evitar problemas no acesso ao local. O estádio conta com policiamento reforçado e lojas próximas usaram proteções para evitar depredação.

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"Ficamos preocupados, por isso viemos mais cedo. O táxi não pôde passar, por causa da barreira policial", disse o engenheiro agrônomo José Ricardo Camargo, que viajou de Uberlândia com a mulher para assistir ao jogo de semifinal da Copa das Confederações.

A polícia reforçou a segurança em toda a cidade, com mais de 5.500 homens, e montou uma barreira a cerca de 1,5 km do estádio do Mineirão para não deixar manifestantes passarem. A capital mineira tem registrado protestos com incidentes violentos e depredações, inclusive em áreas próximas ao estádio.

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"É um policiamento robusto para garantir o direito à manifestação e garantir também o funcionamento e o acontecimento importante de hoje, que é o jogo do Brasil", afirmou o comandante-geral da Polícia Militar, Márcio Sant‘Ana.

Torcedores chegam ao estádio do Mineirão mais cedo para evitar problemas com protestos
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Torcedores chegam ao estádio do Mineirão mais cedo para evitar problemas com protestos

"Estamos prevendo que vai ser uma manifestação pacífica. Não queremos confronto com manifestante". A concentração para o protesto ocorreu na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, que teve feriado decretado para o dia do jogo da seleção brasileira, e prometiam uma passeata pela cidade.

Protestos no Estado

Também nesta quarta várias estradas do Estado de Minas Gerais foram fechadas por protestos, que começaram como um movimento contra o aumento da tarifa de ônibus nas principais cidades do país e rapidamente encamparam temas como o combate à corrupção e repúdio aos gastos do governo com a realização da Copa do Mundo de 2014.

As cidades-sede da Copa das Confederações foram alvos dos protestos. No sábado, houve um violento confronto entre polícia e manifestantes, e vários locais foram depredados em ruas próximas ao Mineirão. Para evitar novos prejuízos, lojas e concessionárias de carros montaram uma proteção extra em suas fachadas.

Os portões do Mineirão foram abertos às 12h, uma hora antes do que foi feito em outros jogos da Copa das Confederações, e os torcedores só reclamaram da falta de restaurantes próximos ao estádio. Os poucos que existem, segundo eles, estavam lotados, já que as pessoas anteciparam a chegada ao local.

"Tivemos medo de não chegar (ao estádio) e estamos com fome. Os restaurantes estão muito cheios", disse a professora Maria Celeste Melo, que estava com a filha.

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