Cem mil protestam em Belo Horizonte e caminham em direção ao Mineirão

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Estádio é palco do jogo Japão x México, pela Copa das Confederações

Manifestação em Belo Horizonte reuniu 100 mil e acabou em confronto de manifestantes com a polícia. Foto: Futura PressManifestação em Belo Horizonte reuniu 100 mil e acabou em confronto de manifestantes com a polícia. Foto: Futura PressManifestação em Belo Horizonte reuniu 100 mil e acabou em confronto de manifestantes com a polícia. Foto: Futura PressProtestos em Belo Horizonte - Manifestantes se reuniram na Praça Sete de Setembro. Foto: Futura PressProtesto na Praça Sete em Belo Horizonte, MG, neste sábado (22), antes da partida entre Japão e México. Foto: Futura PressManifestantes levam cartazes contra corrupção. Foto: Futura PressProtestos em Belo Horizonte. Foto: Futura PressProtestos em Belo Horizonte. Foto: Futura PressManifestantes levam cartazes contra corrupção. Foto: Futura PressProtestos em Belo Horizonte. Foto: Futura PressPolícia acompanha protestos em Belo Horizonte. Foto: Futura Press

A Polícia Militar (PM) mineira já estima em aproximadamente 100 mil pessoas o público que participação de manifestação realizada neste sábado em Belo Horizonte. No meio da tarde, o grupo que estava à frente da passeata já passava pelo campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na avenida Presidente Antônio Carlos, enquanto manifestantes ainda deixavam, segundo a PM, o Centro da capital, a cerca de oito quilômetros de distância.

O objetivo dos manifestantes é se aproximar do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, onde será realizada a partida entre Japão e México pela Copa das Confederações. Porém, o governo mineiro informou que o grupo não terá acesso à arena. Até pouco antes das 16 horas, não havia nenhum registro de ocorrências no protesto.

Policiais mineiros e integrantes da Força Nacional de Segurança fazem bloqueios em cinco pontos de acesso ao estádio, dos quais só serão autorizados a passar pessoas com ingressos ou credenciadas para o jogo. Na última segunda-feira (dia 17), quando manifestantes tentaram se aproximar do Mineirão durante jogo entre Taiti e Nigéria houve confronto com a PM.

O protesto deste sábado é o sétimo realizado na capital e, como nos demais, há uma série de reivindicações que inclui passe livre no transporte coletivo, melhoria na Saúde e Educação, pedidos para a saída de Renan Calheiros (PMDB) da Presidência do Senado, contra o chamado ato médico aprovado pela Casa, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37 que restringe os poderes de investigação do Ministério Público e outras. 

"Há problemas antigos que precisam ser resolvidos", afirmou Beatriz Cerqueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG) e integrante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sind-UTE), que também participa do protesto.

A manifestação teve início em clima de festa, com a participação até mesmo de crianças. Enquanto aguardavam para iniciar a passeata, manifestantes promoverem roda de capoeira, oficina de confecção de cartazes e outras atividades. A caminhada teve início ao som de "Para não dizer que não falei das flores", de Geraldo Vandré, símbolo dos protestos contra o governo durante o período da ditadura militar.

Segundo a PM, até o início da tarde não havia registro de nenhuma ocorrência no protesto. Além da capital, também são realizadas manifestações em outros municípios mineiros, como Contagem, Betim e Santa Luzia, entre outras.

Violência

No fim da noite de sexta-feira (dia 21), dois policiais foram baleados quando tentavam impedir que manifestantes invadissem a sede da empresa Transimão, responsável pelo transporte público em Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital. Os dois militares permanecem internados. O suspeito de ter atirado não havia sido preso até o fim da manhã de hoje.

(Com informações da Agência Estado)

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