José Clèves foi convocado pela defesa para descredibilizar as investigações policiais. Jornalista foi acusado de matar sua mulher, mas foi inocentado

Agência Estado

O julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos , o Bola, entra no terceiro dia nesta quarta-feira, 24. A primeira testemunha a depor no Fórum de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, é o jornalista José Clèves. Os advogados de Bola pretendem mostrar, com o depoimento, que o jornalista também teria sido vítima de erros de investigação por parte da polícia, conforme a tese da defesa para o indiciamento de Bola. Clèves foi acusado de matar sua mulher, mas foi inocentado.

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As investigações sobre o jornalista foram conduzidas pelo então delegado Edson Moreira, que também comandou o inquérito do caso Bruno. Para os defensores do ex-policial, Moreira é desafeto do réu e por isso o incriminou. O delegado que hoje é vereador deve depor em seguida. A expectativa é de que o depoimento de Bola ocorra na quinta-feira (25).

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Clèves contou que o delegado, na época, afirmou que havia pólvora no braço dele e que o exame de balística mostrou o uso de arma. Mas, segundo o jornalista, os laudos negaram isso. Ele também falou do impacto do seu indiciamento em sua vida, dizendo que sofre até hoje. O jornalista respondeu que sim à pergunta de Quaresma sobre se há descaso com os inquéritos. Segundo ele, esse descaso dificulta a justiça.

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