Presidiário confirma que Bola admitiu que matou e queimou o corpo de Eliza

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Jaílson de Oliveira já dividiu cela com o réu e denunciou ter ouvido uma confissão sobre a morte de Eliza Samudio. Bola teria dito que queimou o corpo e jogou as cinzas em uma lagoa

Após os atrasos do primeiro dia, o segundo dia do julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, começou no horário previsto nesta terça-feira, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. A sessão foi retomada com o testemunho do detento Jaílson Alves de Oliveira, que já havia sido ouvido nos outros júris do caso.

1° dia: Defesa de Bola tenta apontar falhas em investigações da morte de Eliza Samudio
Júri do Bola é formado por quatro homens e três mulheres em Contagem 

Oliveira chegou a dividir a cela com Bola e denunciou ter ouvido uma confissão sobre a morte de Eliza Samudio. O preso confirmou sua versão e declarou que, pelo que conversou com Bola, o réu é um bom matador e que até explicava como sumir com corpos. Ele também disse que sofre ameaças desde que fez a primeira denúncia, quando já estava preso há mais de dez anos. 

A testemunha ainda confirmou a advogado de defesa que Bola lhe contou que o corpo de Eliza foi queimado em pneus e as cinzas jogadas em uma lagoa. A declarações foram feitas na presença do réu.

Bola, se negou a responder as perguntas do promotor Henry Wagner Vasconcelos. Foto: Renata Caldeira / TJMGRéu Bola é visto escrevendo bilhete a advogados durante depoimentos, neste quarta (24). Foto: Renata Caldeira/TJMGEx-delegado Edson Moreira, que hoje atua como vereador, durante depoimento no salão do júri (24/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, durante terceiro dia do julgamento. Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura PressJornalista José Cleves foi ouvido pela juíza no 3º dia de júri (24/04); Bola acompanhou a oitiva. Foto: Renata Caldeira/TJMGRéu conversa com um de seus advogados nesta terça durante depoimento do presidiário Jaílson de Oliveira (23/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGPromotor Henry Vasconcelos pergunta ao presidiário Jaílson sobre relação com Bola nesta terça (23/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGPrimeira testemunha a ser ouvida é a delega Ana Maria dos Santos, arrolada pelo Ministério Público. Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, é visto no plenário neste primeiro dia de júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, é visto no plenário neste primeiro dia de júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGAdvogado Ércio Quaresma, um dos defensores de Bola. Foto: Renata Caldeira/TJMGJuíza Marixa Fabiane (esq.) e o defensor Ércio Quaresma (dir.) em plenário no primeiro dia do júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGBancada de defensores já estão em plenário para o júri do Bola, nesta segunda (22). Foto: Renata Caldeira/TJMGPromotor Henry Vasconcelos, responsável pela acusação do Caso Bruno, no 1º dia do júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGFamiliares do ex-policial Bola chegam ao fórum de Contagem para acompanhar o julgamento. Foto: Cristiane Mattos/Futura PressFamiliares do ex-policial Bola chegam ao fórum de Contagem para acompanhar o julgamento. Foto: Cristiane Mattos/Futura PressJosé Arteiro, advogado da mãe de Eliza Samudio, chega ao fórum para acompanhar o júri de Bola. Foto: Cristiane Mattos/Futura Press

Falhas na investigação

No primeiro dia, ficou clara a estratégia da defesa de apontar falhas nas investigações para tentar livrar seu cliente da condenação. A situação do réu se complicou depois que o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza admitiu ao júri que o condenou, em março passado, que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, levou a amante de Bruno para ser morta por Bola. O ex-jogador foi condenado a 22,3 anos de prisão por ter encomendado o crime. Macarrão pegou 15 anos por ter confessado parcialmente seu envolvimento na trama.

Bola está sendo julgado no Fórum de Contagem (MG) desde a manhã. Logo no início dos trabalhos, o advogado dele, Ércio Quaresma, pediu o adiamento do júri, alegando cerceamento de defesa pela ausência de testemunhas e que seu cliente deveria ser julgado na comarca de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde Eliza teria sido morta. A juíza Marixa Rodrigues indeferiu o pedido.

1º júri: Macarrão pega 15 anos de prisão por morte de Eliza. Fernanda responde livre
2º júri: Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses de prisão. Dayanne é absolvida

Posteriormente, no único interrogatório do dia, Quaresma questionou a delegada Ana Maria Santos, que conduziu o caso na fase policial, por não indiciar outros nomes mostrados pela quebra do sigilo telefônico dos envolvidos. Ele se referia especialmente ao policial José Lauriano, o Zezé, cujo número teria aparecido diversas vezes nas 50 ligações recebidas por Macarrão nos dias que antecederam o crime, assim como o de Bola. Ana Maria respondeu que ele não foi indiciado porque, na época, não havia elementos suficientes, embora ele tenha sido interrogado.

Leia tudo sobre: goleiro brunobolajulgamentocaso brunoeliza samudio

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas