Bruno afirmou que não matou Eliza, diz 2ª testemunha em julgamento de Bola

Por Agência Estado |

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Acusado de assassinar e desaparecer com o corpo da ex-amente do goleiro, Marcos Aparecido dos Santos enfrenta seu segundo dia de julgamento em Contagem (MG)

Agência Estado

Começou por volta das 16h desta terça-feira (23) o interrogatório do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas Gerais, deputado Durval Ângelo (PT-MG). Ele é a segunda testemunha a ser ouvida, no Fórum do Contagem (MG), desde o início do julgamento do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o homem contratado pelo ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes para matar a modelo Eliza Samudio.

Entenda:
Presidiário confirma que Bola admitiu que matou e queimou o corpo de Eliza

Acusado pela morte de Eliza Samudio, Bola enfrenta júri popular em Minas
Júri do Bola é formado por quatro homens e três mulheres em Contagem 

Bola, se negou a responder as perguntas do promotor Henry Wagner Vasconcelos. Foto: Renata Caldeira / TJMGRéu Bola é visto escrevendo bilhete a advogados durante depoimentos, neste quarta (24). Foto: Renata Caldeira/TJMGEx-delegado Edson Moreira, que hoje atua como vereador, durante depoimento no salão do júri (24/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, durante terceiro dia do julgamento. Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura PressJornalista José Cleves foi ouvido pela juíza no 3º dia de júri (24/04); Bola acompanhou a oitiva. Foto: Renata Caldeira/TJMGRéu conversa com um de seus advogados nesta terça durante depoimento do presidiário Jaílson de Oliveira (23/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGPromotor Henry Vasconcelos pergunta ao presidiário Jaílson sobre relação com Bola nesta terça (23/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGPrimeira testemunha a ser ouvida é a delega Ana Maria dos Santos, arrolada pelo Ministério Público. Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, é visto no plenário neste primeiro dia de júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, é visto no plenário neste primeiro dia de júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGAdvogado Ércio Quaresma, um dos defensores de Bola. Foto: Renata Caldeira/TJMGJuíza Marixa Fabiane (esq.) e o defensor Ércio Quaresma (dir.) em plenário no primeiro dia do júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGBancada de defensores já estão em plenário para o júri do Bola, nesta segunda (22). Foto: Renata Caldeira/TJMGPromotor Henry Vasconcelos, responsável pela acusação do Caso Bruno, no 1º dia do júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGFamiliares do ex-policial Bola chegam ao fórum de Contagem para acompanhar o julgamento. Foto: Cristiane Mattos/Futura PressFamiliares do ex-policial Bola chegam ao fórum de Contagem para acompanhar o julgamento. Foto: Cristiane Mattos/Futura PressJosé Arteiro, advogado da mãe de Eliza Samudio, chega ao fórum para acompanhar o júri de Bola. Foto: Cristiane Mattos/Futura Press

O advogado de defesa Ércio Quaresma perguntou ao deputado sobre o teor dos encontros que ele teve com Bruno Fernandes. Segundo Durval, em um desses encontros, Bruno disse que não havia matado a modelo Eliza Samudio e que não tinha participação no crime, jurando sobre a Bíblia. "O Bruno negou de forma peremptória que tinha matado. Disse que ela teria tomado destino ignorado."

Durval também relatou ter ouvido de Ingrid Calheiros, atual mulher do goleiro, que havia um plano de uma juíza de Esmeraldas para libertá-lo, e que a magistrada receberia R$ 1 milhão durante um plantão para soltar o goleiro.

Durval disse que o advogado de Macarrão, Wasley César, o procurou para pedir proteção a seu cliente, que temia ser morto na penitenciária. O advogado dizia que o seu cliente estava sendo violado em seus direitos, e que havia um plano para que Macarrão assumisse toda a culpa sozinho pelo crime. "Eu, então, fui à penitenciária e gravei uma entrevista com ele". Quaresma perguntou se seu nome havia sido citado pelo advogado, e o deputado disse que não.

O julgamento

Acusado por homicídio e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos não deve confessar o assassinato, de acordo com seus advogados. Um dos defensores do réu, Fernando Magalhães, admite no entanto que a condenação do ex-goleiro Bruno dificultará a absolvição de Bola. 

1º júri: Macarrão pega 15 anos de prisão por morte de Eliza. Fernanda responde livre
2º júri: Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses de prisão. Dayanne é absolvida

Isso porque, durante um interrogatório, Bruno já admitiu que sabia que o ex-policial havia sido contratado por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para matar Eliza. O ex-jogador acabou condenado a 22 anos de prisão e Macarrão, a 15 anos.

O júri deve durar de três dias a uma semana. Sete jurados — que não poderão ser os mesmos dos julgamentos de Bruno e Macarrão — vão decidir o futuro de Bola. A expectativa é que ele revele o local onde foi deixado o corpo de Eliza. O próximo júri do caso está marcado para o dia 15 de maio. Serão julgados o caseiro do sítio de Bruno, Elenilson Vitor da Silva, e o motorista do ex-goleiro, Wemerson Marques de Souza.

 

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