Quem deveria receber a maior pena no caso Eliza Samudio?

Por iG São Paulo |

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Ex-policial Bola, acusado de ser o executor, é julgado nesta semana. Bruno Fernandes e Macarrão não convenceram jurados e pegaram 22 e 15 anos de prisão, respectivamente

Com confissões parciais de Bruno Fernandes e Macarrão, o desaparecimento de Eliza Samudio ainda não foi totalmente esclarecido. Nesta segunda-feira, começou o terceiro júri popular do caso que já teve três entre nove envolvidos condenados. Dessa vez, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, senta nos banco dos réus pelas acusações de homicídio e ocultação de cadáver.

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Para você, quem deveria ser o mais responsabilizado pela morte da ex-modelo: Bruno (condenado como mandante), Macarrão (que confessou ter levado Eliza para a morte) ou Bola (acusado de ser o executor)? Relembre as acusações que constam na denúncia do Ministério Público e responda à enquete na home do iG.

AE
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola

Bola seria julgado ao lado de Macarrão em novembro do ano passado, mas teve seu julgamento desmembrado. Além da morte de Eliza, ele responde pelo assassinato de outras três pessoas, em Minas. Segundo a denúncia, Bola teria asfixiado e desaparecido com o corpo da modelo, que nunca foi encontrado. A defesa nega as acusações.

Entre todas as versões dos réus do caso, o único que narra com detalhes o momento da execução de Eliza é Jorge Rosa, primo do goleiro. Segundo ele, ao chegar na região da Pampulha, seguiram um motoqueiro até uma casa em Vespasiano (MG). Eliza é entregue um homem chamado Neném, que é um dos apelidos do ex-policial.

Então, segundo relato de Jorge, Neném teria perguntado se ela era usuária de drogas. Então deu uma gravata em Eliza para matá-la. Bruno confirmou em plenário ter ouvido a mesma versão do primo. "E disse ainda que tinha esquartejado o corpo dela e jogado para os cachorros comerem", disse o goleiro. Bola teria aparecido com um saco preto e perguntado aos dois, Jorge e Macarrão: “Querem ver o resto?”.

TJMG
Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão

Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão

Amigo de infância do goleiro, Macarrão sentou no banco do réus ao lado de Fernanda Gomes, também condenada, em novembro de 2012. Sua versão colocou o goleiro como mandante do crime. Ele citou ter atendido um pedido do Bruno para que a jovem fosse entregue a terceiros. "Larga a mão de ser bundão e faz o que estou mandando", reproduziu Macarrão a ordem.

Segundo Macarrão, ele levou Eliza para a pessoa que Bruno teria ordenado. Para o MP essa pessoa seria o Bola. "Estava pressentindo que levava Eliza para morrer", disse. Aos jurados, disse se considerar "um arquivo vivo". Ainda citou: "Não fui eu quem acabou com a vida do Bruno, ele que acabou com a minha vida". Com a confissão, o réu acabou condenado com a pena de 15 anos

A participação de Bola não fica provada com a versão de Macarrão já que ele diz ter conhecido o ex-policial "dentro do sistema [prisional]". Mas, segundo o promotor, a quebra de sigilo telefônico revelou ligações feitas um a outro no dia do crime. Apesar do confronto de versões, o réu foi categórico: “Não me encontrei com Bola”. 

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Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo

Bruno Fernandes das Dores de Souza

O ex-goleiro do Flamengo enfrentou júri popular em março. Após mudar sua versão, sustentada por ele desde o desaparecimento de Eliza, Bruno assumiu que "sabia e imaginava" o que aconteceria com ela. “Sabia e imaginava. Pelas brigas constantes, pelo fato de ter entregue o dinheiro ao Macarrão”, disse à juíza.

Recusando a acusação de ser o mandante, sua versão incriminou Macarrão e Bola. O jogador disse em plenário que ficou desesperado ao descobrir o que havia acontecido. "Falei: Poxa, cadê Eliza? Pelo amor de Deus, o que vocês fizeram?" Segundo ele, Macarrão respondeu: “Resolvi o problema".

A versão não convenceu os jurados e Bruno acabou condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo sequestro do filho Bruno Samudio e morte e ocultação de cadáver da ex-amante. Dayanne Rodrigues, sua ex-mulher, foi absolvida.

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