Acusado pela morte de Eliza Samudio, Bola enfrenta júri popular em Minas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Terceiro júri popular sobre o Caso Bruno é realizado nesta segunda-feira em Contagem, região metropolitana de BH. Ex-policial será julgado por homicídio e ocultação de cadáver

Acusado de ser o homem contratado para matar a modelo Eliza Samudio, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é julgado nesta segunda-feira no Fórum Criminal de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Marcada para começar 9h, a sessão foi iniciada com 30 minutos de atraso com análise de pedidos da defesa de Bola. 

1º júri: Macarrão pega 15 anos de prisão por morte de Eliza. Fernanda responde livre
2º júri: Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses de prisão. Dayanne é absolvida

O sorteio dos sete jurados que irão compor o Conselho de Sentença deve ser realizado em instantes pela juíza Marixa Fabiane Robrigues, que preside os trabalhos. Moradores da cidade de Contagem foram convocados pela Justiça e aguardam em plenário o sorteio.  

Bola, se negou a responder as perguntas do promotor Henry Wagner Vasconcelos. Foto: Renata Caldeira / TJMGRéu Bola é visto escrevendo bilhete a advogados durante depoimentos, neste quarta (24). Foto: Renata Caldeira/TJMGEx-delegado Edson Moreira, que hoje atua como vereador, durante depoimento no salão do júri (24/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, durante terceiro dia do julgamento. Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura PressJornalista José Cleves foi ouvido pela juíza no 3º dia de júri (24/04); Bola acompanhou a oitiva. Foto: Renata Caldeira/TJMGRéu conversa com um de seus advogados nesta terça durante depoimento do presidiário Jaílson de Oliveira (23/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGPromotor Henry Vasconcelos pergunta ao presidiário Jaílson sobre relação com Bola nesta terça (23/04). Foto: Renata Caldeira/TJMGPrimeira testemunha a ser ouvida é a delega Ana Maria dos Santos, arrolada pelo Ministério Público. Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, é visto no plenário neste primeiro dia de júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGMarcos Aparecido dos Santos, o Bola, é visto no plenário neste primeiro dia de júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGAdvogado Ércio Quaresma, um dos defensores de Bola. Foto: Renata Caldeira/TJMGJuíza Marixa Fabiane (esq.) e o defensor Ércio Quaresma (dir.) em plenário no primeiro dia do júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGBancada de defensores já estão em plenário para o júri do Bola, nesta segunda (22). Foto: Renata Caldeira/TJMGPromotor Henry Vasconcelos, responsável pela acusação do Caso Bruno, no 1º dia do júri. Foto: Renata Caldeira/TJMGFamiliares do ex-policial Bola chegam ao fórum de Contagem para acompanhar o julgamento. Foto: Cristiane Mattos/Futura PressFamiliares do ex-policial Bola chegam ao fórum de Contagem para acompanhar o julgamento. Foto: Cristiane Mattos/Futura PressJosé Arteiro, advogado da mãe de Eliza Samudio, chega ao fórum para acompanhar o júri de Bola. Foto: Cristiane Mattos/Futura Press

Um dos defensores do réu, Fernando Magalhães, garante que seu cliente não confessará o assassinato, mas admite que a condenação do ex-goleiro Bruno dificultará a absolvição de Bola, que será julgado por homicídio e ocultação de cadáver.

“Impossível ele confessar (o crime). O Ministério Público terá que provar que ele participou. Vamos desmerecer o depoimento do Bruno e mostrar que ele mentiu em vários momentos. Acho que a condenação do ex-jogador vai dificultar que a verdade apareça”, afirmou o advogado.

Futura Press
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola (arquivo)

Durante seu interrogatório, Bruno admitiu que sabia que o ex-policial havia sido contratado por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para matar Eliza. O ex-jogador foi condenado a 22 anos de prisão e Macarrão, a 15 anos.

Interrogatório: Bruno admite que sabia da morte de Eliza e incrimina Macarrão e Bola

Reação do goleiro: 'A Justiça então é isso aí?', diz Bruno após sentença

Leia também: “Obrigado, doutor!”, diz Macarrão a promotor após leitura de sua sentença

O júri deve durar de três dias a uma semana. Sete jurados — que não poderão ser os mesmos dos julgamentos de Bruno e Macarrão — vão decidir o futuro de Bola. A expectativa é que ele revele o local onde foi deixado o corpo de Eliza. O próximo júri do caso está marcado para o dia 15 de maio. Serão julgados o caseiro do sítio de Bruno, Elenilson Vitor da Silva, e o motorista do ex-goleiro, Wemerson Marques de Souza.

*com O Dia

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