Promotor chama defesa de Bruno de 'irresponsável'

Por iG São Paulo |

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Advogado do goleiro deve usar a prisão de uma das juradas por tráfico de drogas para questionar a ‘idoneidade do júri’ no pedido de habeas corpus

Após a suspeita de que uma das juradas que participou do julgamento do goleiro Bruno Fernandes tenha envolvimento com o tráfico de drogas, o que motivou os advogados do réu a levantarem a possibilidade de anulação do júri que condenou o jogador, o promotor de Justiça Henry Wagner Vasconcellos acusou nesta quinta-feira, 18, a defesa de "irresponsável". Em nota, o promotor esclareceu que "a jurada não foi presa em flagrante delito. Ela foi conduzida à delegacia de polícia e liberada".

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Segundo Henry, "ainda que, em tese, ela estivesse cometendo o delito, durante a escolha dos jurados ela não tinha antecedente criminal" e ainda "passou pelo crivo de todas as partes, e todas aceitaram a moça para função". O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) confirmou que a ficha da jurada estava limpa na época do julgamento de Bruno e que, caso haja alguma solicitação por parte dos advogados de defesa, o que ainda não ocorreu, o tribunal vai analisar a questão, mas é improvável uma anulação, embora não seja totalmente descartada.

Divulgação
Defesa de Bruno deve usar prisão de jurada por tráfico em pedido de habeas corpus

Vasconcellos afirma ainda que a defesa não tem como dizer que o voto dela influenciou a condenação do ex-goleiro do Flamengo, "porque não há como saber o seu voto". Para ele, os defensores são irresponsáveis também ao "adiantar a culpa de Clécia Marise", porque ela ainda será investigada pela Polícia Civil e só após o término das investigações a promotoria irá se manifestar.

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No último dia 5, C.M.R.S, de 28 anos, foi presa pelo crime de tráfico de drogas no bairro Jardim Industrial, região de Contagem, na Grande Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência, registrado no 2 DP e ao qual o iG teve acesso, no local de trabalho de C. foram encontrados seis microtubos com uma substância branca, semelhante a cocaína, e uma lista de "devedores".

Ainda de acordo com o texto da ocorrência, os tubos com a suposta droga foram encontrados no motor de uma geladeira presos com uma fita adesiva. Como havia uma lista com nomes "devedores" ao lado, os agentes militares deram voz de prisão sob o crime de tráfico de entorpecentes. A apreensão ocorreu na rua Rui Barbosa, número 212. C. foi então levada ao DP e hoje aguarda a investigação em liberdade.

Com Agência Estado

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