Jorge Luis Rosa disse em entrevista ao Fantástico que Macarrão teria sido o mentor do assassinato de Eliza. Mas, jovem ficou indeciso ao comentar se Bruno sabia do crime

Ex-goleiro Bruno Fernandes que sentará novamente no banco dos réus no próximo dia 4, em Contagem
Eugenio Moraes/Hoje em Dia/Futura Press
Ex-goleiro Bruno Fernandes que sentará novamente no banco dos réus no próximo dia 4, em Contagem

O primo do ex-goleiro Bruno Fernandes, Jorge Luis Rosa, de 19 anos, considerado testemunha-chave do caso Eliza Samudio, afirmou neste domingo ao Fantástico que Macarrão teria sido o mentor do assassinato. Com um depoimento contraditório, o jovem chegou a admitir que  Bruno deveria saber o que Macarrão estava tramando, apesar de o goleiro não desejar a morte da amante. Momentos antes, Jorge disse que Bruno não sabia dos planos do amigo. 

Outro ponto reforçado pela testemunha foi o excesso de ciúmes que Macarrão sofria pelo jogador. Jorge ainda declarou que Macarrão também teria oferecido R$ 15 mil para ele matar Ingrid - atual mulher do goleiro - porque ela fazia "muito mal" a Bruno. Ingrid preferiu não comentar as declarações do jovem, mas apenas afirmou que não sabia da susposta ordem de Macarrão.

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Convidado para debater o teor do depoimento de Jorge, que poderá ser levado como testemunha ao júri popular do goleiro e de sua ex-mulher, o promotor Henry Vasconcelos classificou a versão como "mais uma manobra da defesa do goleiro Bruno para incriminar Macarrão" que já foi condenado pelo crime há três meses .

Bruninho deveria morrer

Jorge citou ainda que o filho do goleiro, Bruninho, então com 4 meses, também deveria ter sido morto. “Dentro do carro, ele (Macarrão)  falou para mim que só não mandou matar a criança também porque o cara que executou a mãe não quis fazer nada”. Segundo Jorge, Bruno soube do fato momentos após o crime. No entanto, dias depois, o jogador concedeu uma entrevista aos jornalistas dizendo que estava triste pelo desaparecimento de Eliza. 

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É a primeira vez que Jorge falou sobre o caso para a imprensa. Antes, protegido pelo programa de proteção às testemunhas, ele vivia "com medo da pessoa que matou Eliza". Ao ser questionado sobre Bola. O jovem diz que não conhece o ex-policial e só sabia que ele poderia ter sido executor "porque Macarrão contou". 

O júri popular de Bruno e Dayanne, sua ex-mulher que responde pelo sequestro e cárcere de Bruninho, está marcado para o dia 4 de março, no Fórum Criminal de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Há uma semana, a acusação disse que apresentará fatos novos com a quebra de sigilo telefônico e bancário dos envolvidos e uma nova testemunha, possivelmente Jorge. Atualmente, Bruninho vive com a avó materna Sônia Fátima Moura no Estado do Mato Grosso do Sul.

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