Rebelião em presídio de Minas completa 24h com presos sem água, luz e comida

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Professora e agente ainda são mantidos reféns na Penitenciária Nelson Hungria, onde está preso o ex-goleiro Bruno Fernandes. Serviços começaram a ser cortados ontem à tarde

Completa 24 horas o motim na Penitenciária Nelson Hungria, na cidade de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Uma professora e um agente penitenciário foram rendidos, por volta das 9h de quinta-feira (21), por mais de 90 detentos. O Pavilhão 1 do complexo, onde começou a rebelião, teve água e luz cortadas ontem à tarde. Os presos não se alimentam desde o início da confusão.

Entenda: Presos fazem rebelião e mantêm reféns na penitenciária onde estão Bruno e Bola

Léo Fontes / O Tempo/ Futura Press
Gabinete de crise foi formado em frente à penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)

A unidade é a mesma onde está preso o ex-goleiro Bruno Fernandes, que será julgado a partir do próximo dia 4 pelo sequestro e assassinato da ex-amante Eliza Samudio. Mas, segundo a Polícia Militar, a rebelião não envolve presos do pavilhão onde está o atleta.

Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), as negociações seguiram ontem até 0h45, por meio do rádio do agente mantido refém, e foram interrompidas devido o avanço do horário. Os trabalhos foram retomados por voltas das 10h. Uma das principais reivindicações dos presos é a saída do atual diretor da unidade. Ainda segundo a assessoria do órgão, no final da tarde de ontem, a professora chegou a passar mal por um problema de pressão, foi medicada e passa bem. 

No início do tumulto, os presidiários escreveram no pátio a palavra "opressão" com o uso de colchões. Eles reclamam de superlotação e de mudança na rotina para entrada de grávidas que tentam visitar os presos. A unidade tem capacidade para 1.664, mas hoje abriga 1.970 detentos.

Líder do motim

Agentes do Comando de Operações Especiais da Suapi (COPE) isolaram o pavilhão 1. No incídio da tarde de quinta-feira, o Grupo de Ações Táticas da Polícia Militar (Gate) chegou ao local, para dar apoio na negociação da libertação dos reféns.

Um gabinete de crise foi montado no local, com a presença de autoridades da Suapi, Polícia Militar e Polícia Civil. Ainda segundo o órgão, o líder o do motim foi identificado como Daniel Augusto Cypriano, de 29 anos, conhecido pelos apelidos "Carioca" e “Snap". Ele tem seis condenações: cinco por roubo e um por homicídio. É natural de Conselheiro Pena (MG) e cumpre pena na Nelson Hungria desde 2011.

*com Agência Estado e Agência Brasil

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