Após 31 horas, termina rebelião na prisão Nelson Hungria em Minas Gerais

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Presos teriam aceitado acordo feito em ata e assinado por representantes da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e Ministério Público. Reféns foram liberados e passam bem

Uma professora e um agente penitenciário que eram mantidos reféns por 90 presos desde quinta-feira no Pavilhão 1 da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, foram liberados após negociações nesta tarde. A rebelião começou às 9 horas de quinta-feira e só foi finalizada por volta das 16h de hoje, o que resultou um motim de 31 horas.

Negociação: Rebelião em Minas completa 24h com presos sem água, luz e comida

Segundo informações do Batalhão de Choque, os presos aceitaram o acordo feito em ata e assinado pelos representantes da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e advogados dos rebelados. Ficou acordado que será mantida a realização de visitas pelas gestantes; que os presos serão ouvidos pela Corregedoria da Seds quanto ao pedido de mudança na diretoria do Complexo Penitenciário, que não haverá transferências e que será garantida a integridade física dos presos.

Léo Fontes / O Tempo/ Futura Press
Gabinete de crise foi formado em frente à penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG)

A unidade é a mesma onde está preso o ex-goleiro Bruno Fernandes, que será julgado a partir do próximo dia 4 pelo sequestro e assassinato da ex-amante Eliza Samudio. Mas, segundo a Polícia Militar, a rebelião não envolve presos do pavilhão onde está o atleta.

Ontem, as negociações seguiram até 0h45, por meio do rádio do agente mantido refém, e foram interrompidas devido o avanço do horário. Os trabalhos foram retomados nesta manhã por volta das 10h. Ainda segundo a assessoria do órgão, no final da tarde de ontem, a professora chegou a passar mal por um problema de pressão, foi medicada e passa bem.

No início do tumulto, os presidiários escreveram no pátio a palavra "opressão" com o uso de colchões. Eles reclamam de superlotação e de mudança na rotina para entrada de grávidas que tentam visitar os presos. A unidade tem capacidade para 1.664, mas hoje abriga 1.970 detentos.

Líder do motim

Agentes do Comando de Operações Especiais da Suapi (COPE) isolaram o pavilhão 1. No incídio da tarde de quinta-feira, o Grupo de Ações Táticas da Polícia Militar (Gate) chegou ao local, para dar apoio na negociação da libertação dos reféns.

Um gabinete de crise foi montado no local, com a presença de autoridades da Suapi, Polícia Militar e Polícia Civil. Ainda segundo o órgão, o líder o do motim foi identificado como Daniel Augusto Cypriano, de 29 anos, conhecido pelos apelidos "Carioca" e “Snap". Ele tem seis condenações: cinco por roubo e um por homicídio. É natural de Conselheiro Pena (MG) e cumpre pena na Nelson Hungria desde 2011.

*com Agência Estado e Agência Brasil

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