Anastasia critica demora na liberação de verba para seca

Governador de Minas Gerais diz que burocracia trava repasse de aportes para ajudar estados afetados pela estiagem

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Promessas de verbas como as anunciadas na semana passada pelo governo federal para minimizar os efeitos da seca têm pouco efeito sem a redução efetiva da burocracia para liberação dos recursos. Foi o que afirmou nesta segunda-feira (12) o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), que defendeu um "combate" à lentidão no processo de repasses do governo federal aos Estados e municípios. O norte mineiro também deve ser beneficiado com as obras contra a seca, mas o Estado ainda aguarda recursos para recuperar prejuízos causados pela chuva no fim de 2011.

Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff anunciou, em encontro em Salvador (BA) com governadores de áreas afetadas pela seca, investimentos de R$ 1,8 bilhão em 77 obras para reduzir o problema. Mas, segundo Anastasia, a lentidão na aplicação dos recursos reduz o efeito prático de sua aplicação. "Temos lamentavelmente uma grande luta contra a burocracia. Apresentamos, no caso da chuva, vários projetos ao governo federal. Semana passada, foi publicada no Diário Oficial a liberação (de verba) de alguns. O que significa o início da liberação. Sabemos que o efeito concreto dessas obras só vai acontecer daqui um ano, um ano e meio. Da mesma forma a questão da seca", alertou.

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No caso da chuva, o Ministério da Integração Nacional havia previsto aporte de R$ 27,7 milhões em obras preventivas para este ano, mas pouco mais de 10% do valor foi liberado. E enquanto municípios mineiros ainda aguardam a liberação da maior parte dos recursos emergenciais anunciados para reparo dos estragos do ano passado, o Estado já registra nove mortes e três cidades em estado de emergência no período chuvoso 2012/2013. 

Mas Anastasia evita atribuir o atraso a alguma disputa política, apesar de seu partido e a legenda da presidente terem travado uma guerra nas eleições municipais em Minas, com trocas de ataques diretos entre Dilma e o principal líder tucano no Estado, o senador Aécio Neves. Para o governador, as "questões políticas" ficaram restritas ao "momento eleitoral". "A questão administrativa é à parte", avaliou, após reunião com a maior parte dos parlamentares mineiros que atuam no Congresso, na qual o governo mineiro tentou articular estratégias para liberação de recursos federais com "sugestões" de emendas. "Emendas nem sempre são liberadas. Mas temos que iniciar essa alocação. Quaisquer recursos que vierem se somar aos recursos estaduais são muito bem-vindos", disse Anastasia.

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