Preso em operação, diretor de presídio é exonerado em Minas Gerais

Segundo investigação da Polícia Federal, Roni Buzzeti é acusado de receber mesada para beneficiar uma empresa de fornecimento de alimentos para o presídio de Três Corações

Denise Motta - iG Minas Gerais |

O governo de Minas Gerais informou por meio de nota que exonerou o diretor do presídio de Três Corações, cidade a 300 quilômetros de Belo Horizonte, Roni Buzzeti. Ele foi preso por operação do Ministério Público Estadual em parceria com a Polícia Federal nesta terça-feira (26). Conforme as investigações, ele receberia uma mesada para beneficiar uma empresa de fornecimento de alimentos para o presídio, a Stillus, de propriedade de Alvimar Perrella, ex-presidente do Cruzeiro e irmão do senador pelo PDT Zezé Perrella.

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Destacando apoio à operação chamada “Laranja com Pequi”, o governo estadual afirmou que “se for identificado algum desvio de conduta por parte de servidores públicos estaduais, eles serão punidos, conforme prevê a lei". E ainda que "caso seja identificado desvio de recursos públicos, o governo de Minas vai tomar todas as medidas cabíveis para ressarcir os cofres públicos de eventuais prejuízos”. As investigações apontam desvios de pelo menos R$ 55 milhões em superfaturamento de merenda e de refeições para presídios.

O governo informou também que serão analisados contratos da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) com empresas envolvidas na operação do MP em parceria com a PF. Além da Stillus, outras seis empresas são investigadas. Já sobre envolvimento da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), afirmou que um único contrato com a Stillus foi cancelado.

“A Stillus iniciou suas atividades na Cidade Administrativa em novembro de 2010 e manteve a prestação do serviço até setembro de 2011. Após ter solicitado reequilíbrio econômico-financeiro, pedido negado pela Seplag por impossibilidade jurídica, a empresa manifestou interesse pela rescisão amigável do contrato e encerrou suas atividades na Cidade Administrativa (sede do governo mineiro)”, finaliza a nota.

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