Ex-presidente do Cruzeiro é apontado como líder de organização criminosa

Ministério Público e Polícia Federal realizam a operação Laranja com Pequi em Belo Horizonte, Montes Claros, Três Corações e Palmas

Denise Motta - iG Minas Gerais |

Investigações do Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MP-MG) apontam Alvimar Perrella como líder da organização criminosa, que teria desviado pelo menos R$ 55 milhões de cofres públicos do Estado. 

Leia também: PF faz busca na casa de ex-presidente do Cruzeiro em Belo Horizonte

A operação é comandada pelo MP-MG e conta com participação de 25 agentes da Polícia Federal, 57 auditores fiscais, 42 policiais militares e quatro promotores de Justiça.

Denise Motta
Prédio onde mora Alvimar Perrella, em Nova Lima, Grande Belo Horizonte, é alvo de busca e apreensão da PF

São cumpridos 10 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão. Além de Belo Horizonte e Montes Claros, há envolvidos de Três Corações (Sul de Minas) e Palmas (TO).

A operação batizada "Laranja com Pequi" foca em fraudes no fornecimento de merenda escolar e também de alimentação para presídios. Ela é sustentada por escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

Os empresários envolvidos combinavam preços e condições oferecidas para fornecimento de refeições. Os envolvidos, apontam as investigações, contavam com apoio de especialistas em pregões para dificultar a participação de outras empresas em licitações.

Entre órgãos públicos estaduais levantados pelo MP-MG como participantes nas supostas fraudes estão a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), e Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG).

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