Polícia conclui que adolescente matou a mãe grávida em Minas Gerais

Irmão de quatro anos presenciou o crime, que foi motivado por uma discussão

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Investigações sobre o assassinato de Gislene Alves da Silva, 31 anos, grávida de sete meses, apontam que foi o filho dela, um adolescente de 14 anos, o responsável pelo crime. Nesta quarta-feira (30), a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Minas Gerais divulgou a conclusão da investigação. O crime ocorreu no dia 25 de setembro do ano passado na cidade de Uberlândia, a 535 quilômetros da capital. A mulher morreu após receber 13 facadas dentro de sua própria casa e o assassinato foi presenciado por um outro filho dela, de apenas quatro anos.

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Divulgação/Polícia Civil
Delegado Luciano Alves apresenta faca usado pelo adolescente para matar a mãe
No dia do crime, foi o adolescente quem chamou a polícia, alegando ter encontrado a mãe morta. O delegado Luciano Alves dos Santos, responsável pelas investigações, inicialmente não desconfiou do garoto. "Porém o contexto probatório dos autos era intrigante e investigamos o próprio filho, que acabou por confessar o crime”, informou o delegado. Ele destacou que pelas circunstâncias, o crime era de difícil solução, mas foi desvendado graças a uma investigação minuciosa.

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As suspeitas iniciais do crime recaíram sobre o companheiro de Gislene, mas por ter um álibi convincente, a tese foi descartada. Além deste filho de 14, a mulher deixou um outro filho de quatro anos, que presenciou o crime, mas, em estado de choque, não forneceu detalhes. O adolescente alegou ter matado a mãe por causa de uma discussão, momentos antes. Detalhes sobre a discussão não foram fornecidos pela polícia. “Durante a discussão, a mãe desmaiou, em face de problemas de saúde. Com ela ainda desacordada, ele a esfaqueou”, disse o delegado. A faca usada foi encontrada no telhado da casa de uma vizinha.

Os autos do processo foram encaminhados pelo delegado para o Juizado da Infância e da Juventude, que decidirá sobre o destino do adolescente. A Delegacia de Orientação ao Menor receberá uma cópia do inquérito.

As investigações sobre o assassinato de Gislene, que era doméstica, duraram oito meses. A mulher estaria em processo de negociação de uma pensão com o companheiro, o que levou as suspeitas iniciais de que um desentendimento entre o casal tivesse motivado o crime. Testemunhas interrogadas durante o processo alegaram que o adolescente estava insatisfeito com a gravidez da mãe, pois não queria ter outro irmão. O garoto de 14 anos, entretanto, negou que este foi o motivo do assassinato.

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