Homem traído receberá R$ 8 mil de indenização em Minas Gerais

Além de trair, mulher espalhou a colegas de trabalho que companheiro não tinha bom desempenho sexual

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Um homem de Nanuque, Vale do Mucuri, a 610 quilômetros de Belo Horizonte, será indenizado em R$ 8 mil, pela ex-mulher, por causa de uma traição dela, decidiu a Justiça mineira. A servente industrial condenada a pagar a indenização não teve o nome revelado. Por trair o ex-marido publicamente e ter feito comentários depreciativos sobre o desempenho sexual dele, no ambiente de trabalho de ambos, a mulher acabou condenada judicialmente.

O homem alegou na ação judicial que conheceu a mulher no ambiente de trabalho, onde os dois trabalham por aproximadamente 10 anos. A mulher teria assumido dois filhos dele e formado uma família, mas em 2007 passou a traí-lo com um instrutor de autoescola. A traição passou a ser de conhecimento de todos de seus círculo de amizade e de trabalho e ele alegou ter sido o último a saber do caso.

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A decisão é da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que aumentou o valor da indenização fixado em R$ 5 mil na primeira instância para R$ 8 mil. A mulher não teria qualquer peso na consciência em trair o companheiro. Conforme o processo, ela contava suas “aventuras extraconjugais” aos colegas de trabalho até mesmo para pessoas com quem não mantinha intimidade.

Em primeira instância, a juíza Patrícia Bitencourt Moreira, da 2ª Vara de Nanuque, condenou a servente ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil. O homem traído, na análise da juíza, foi prejudicado em sua honra pela mulher que não apenas o traiu publicamente, mas o ridicularizou com comentários, gerando dor e constrangimento.

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Após a decisão em primeira instância, o homem e a mulher recorreram. Ela negou que tivesse intenção de ofender o ex-companheiro moralmente e ele pediu aumento da indenização. O relator do recurso, desembargador Gutemberg da Mota e Silva, afirmou que o autor “sofreu inegáveis danos morais decorrentes da conduta extremamente desrespeitosa da servente, que traiu seu companheiro, expondo-o a situação humilhante e vexatória, por meio de comentários negativos sobre ele, fato este que certamente lhe causou angústia, decepção, sofrimento e constrangimento.”

Com esta análise, Mota e Silva sugeriu o aumento da pena para R$ 8 mil. Os desembargadores Veiga de Oliveira e Mariângela Meyer acompanharam o relator e a pena final foi fixada em indenização de R$ 8 mil.

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