'Gangue das gordas' se beneficia dos quilos extras das integrantes

Enquanto a mais gordinha distraía vendedoras e tapava câmeras de segurança, a menos gordinha colocava peças de vestuário em sacolas e mochilas

Denise Motta, iG Minas Gerais |

Para integrar uma conhecida gangue de furto de roupas em Belo Horizonte é preciso ser mulher e estar  acima do peso. Pela primeira vez desde 2009, a Polícia Civil de Minas Gerais conseguiu prender em flagrante quatro integrantes da chamada “Gangue das Gordas”, nesta semana.

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“Tem hora que essa gangue tem 15 pessoas, outra hora tem 20 pessoas, sempre modifica o número de integrantes, todas mulheres. Elas se sentem com status na gangue e são famosas no hipercentro de Belo Horizonte. Muitas querem entrar para a gangue e a condição sine qua non (expressão em latim que significa indispensável) é ser gorda”, explica a delegada responsável pelo inquérito aberto com a prisão de quatro integrantes da gangue, Gislaine Rios.

Elaine da Silva, 47, Zélia da Conceição Gomes, 70, Silvânia Lopes da Silva, 37, Alessandra Cristina Lima da Cunha, 37, foram pegas em ação, no último sábado (12), no Centro de Belo Horizonte. Com elas, a polícia localizou cerca de 60 peças de roupas.

AE
Integrantes da 'Gangue das Gordas'presas nesta semana

“Uma delas me disse que tinha dinheiro para comprar a peça que roubou, mas preferia furtar, pois é mais divertido. Outra me perguntou o que eu queria, qual produto. Ela me disse que pegaria qualquer produto, de qualquer marca, para ficar livre”, contou a delegada. O iG não localizou advogados das envolvidas para comentar o caso.

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O modo de ação da “Gangue das Gordas” se beneficiava dos quilinhos a mais das integrantes. Enquanto a mais gordinha distraía vendedoras e tapava câmeras de segurança, a menos gordinha colocava peças de vestuário em sacolas e mochilas. Eles sempre agiam em bandos de 4, 5 6. “Há gordinhas que são presas e dizem que são dessa gangue, mas às vezes nem são. A característica das integrantes é que elas não têm remorso. Entram rindo na delegacia”, lembra Gislaine.

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Presas no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp), em Belo Horizonte, as quatro mulheres foram indiciadas por furto e formação de quadrilha. Pelos dois crimes, podem ter pena de prisão que varia de dois a sete anos. A polícia acredita que a gangue age por encomenda de determinadas peças de roupas. As pessoas que compram as roupas furtadas também podem ser iniciadas e condenadas por receptação, com pena de um a quatro anos de prisão.

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