Greve dos metroviários gera prejuízo de R$ 4 milhões a lojistas de Belo Horizonte

Os metroviários da capital mineira pararam para reivindicar melhoria salarial; Justiça obriga presença dos trabalhadores em horário de pico

Denise Motta, iG Minas Gerais |

AE
Greve dos metroviários em BH lota ônibus da cidade
 A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) calcula em mais de R$ 4 milhões, ou 7% do faturamento, o prejuízo causado pela greve dos metroviários , apenas nesta segunda-feira.

‘’Sem nenhum trem rodando é grande também o número de consumidores que não conseguem chegar aos centros comerciais. O prejuízo pode chegar a 7% do faturamento diário, que é de R$ 60,9 milhões”, afirmou o vice-presidente de relações institucionais da CDL, Marcelo de Souza e Silva.

Os metroviários de Belo Horizonte decidiram parar para reivindicar melhoria salarial, mas a Justiça do Trabalho determinou, por meio de liminar, que eles mantivessem uma escala de 100% do serviço de metrô em horários de pico, na parte da manhã, entre 5h e 9h; e à noite, de 17h às 20h. Como eles só foram notificados depois de 10h da manhã, não houve funcionamento do metrô. No começo da noite desta segunda-feira (14), metroviários permaneciam reunidos em assembleia.

Em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), durante a tarde e começo da noite, os metroviários tentavam negociar uma escala mínima de funcionamento e um horário mais restrito que o determinado em liminar: 5h30 às 8h30 e 17h30 às 19h30. Descumprimento da liminar previa multa diária de R$ 5 mil, mas o TRT aumentou este valor em R$ 30 mil, no começo na noite desta segunda. Reunidos no centro da capital mineira, os trabalhadores pretendem manter a greve, mas cumprir uma escala para atender os usuários do metrô nos horários de pico, como determinou a Justiça.

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O metrô de Belo Horizonte atende aproximadamente 230 mil pessoas diariamente e a paralisação pegou muita gente de surpresa. Em alguns terminais não havia informação sobre como proceder para acessar outro transporte público e os ônibus ficaram lotados nos horários de pico, pela manhã e à noite.

“As pessoas estavam muito nervosas nos pontos de ônibus. Eu mesma não consegui pegar alguns ônibus, só na quarta tentativa. De tão cheios, eles nem pararam nos pontos”, contou a diarista Maria Juliana Tiago, 54 anos, que saiu de Contagem, cidade da Grande BH onde há terminal de metrô.

Maria Juliana trabalha no Centro de Belo Horizonte e conta ter demorado duas horas e meia para percorrer uma distância de aproximadamente 30 quilômetros. Geralmente ela demora uma hora para percorrer este trecho. “Vi um deficiente se levantando para uma velhinha sentar-se na área reservada aos idosos e deficientes. Com tanto tempo dentro do ônibus, já cheguei muito cansada no serviço.”

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