Metroviários de São Paulo decidem amanhã sobre greve

Em assembléia marcada para nesta terça-feira, o Sindicato dos Metroviários decide se a categoria entra em estado de greve. Os 7.500 funcionários pedem reajuste imediato de 4,5%, com base na inflação acumulada nos últimos 12 meses, além de aumento de 10% e pagamento de R$ 3 mil a cada funcionário, referentes à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da empresa.

Agência Estado |

As negociações entre a companhia e a entidade sindical se arrastam há 30 dias. Assim como os motoristas e cobradores de ônibus, que ameaçavam iniciar uma paralisação a partir de hoje, mas acabaram aceitando o aumento de 7,5% oferecido pelos empresários donos das viações, o dissídio no Metrô ocorre em maio. Se a decisão for pela greve, o início do movimento será marcado para o dia 26, na segunda-feira após o feriado.

Segundo o presidente do sindicato, Wagner Gomes, não houve a valorização dos funcionários após o aumento no número de passageiros verificado com o início da integração tarifária. Dos 2,4 milhões de passageiros transportados diariamente há três anos, o volume saltou para 3,2 milhões por dia neste ano.

"E o número de trabalhadores só caiu. Eram 11 mil funcionários em 1990, quando transportávamos 1,5 milhão de passageiros por dia. Agora somos 7.500 para transportar mais de 3 milhões de pessoas. Isso mostra o quanto nossos vencimentos estão defasados, mediante os lucros da empresa", argumentou. Gomes reivindica também a recontratação de 60 funcionários demitidos durante a última paralisação, em agosto de 2007. O Metrô, por meio de sua Assessoria de Imprensa, informou que as negociações com o sindicato estão em andamento e que a companhia sempre esteve 'aberta ao diálogo'. As informações são do "Jornal da Tarde".

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