Metade dos GCMs de SP não poderá portar arma de fogo

Em decreto publicado ontem no Diário Oficial da Cidade, apenas 50% do efetivo dos GCMs de São Paulo que trabalham na proteção de instalações públicas ou em locais de uso público poderão portar armas de fogo. A outra metade deverá utilizar armas não letais, como spray de pimenta e cassetetes.

Agência Estado |

O anúncio foi feito um dia após o secretário da Segurança Urbana, Edsom Ortega Marques, entregar 7 mil sprays de pimenta para o comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O baixo risco, "sobretudo em determinados dias e horários", nos locais e atividades protegidos pela GCM foi utilizado como justificativa para a proibição. A decisão tem como objetivo "a mitigação de riscos à população causados pela utilização de armas de fogo em locais públicos".

Carlos Augusto Sousa Silva, presidente do sindicato da categoria (Sindguardas), classifica a decisão como "equivocada". "A GCM tem uma taxa de letalidade mais baixa que a PM (Polícia Militar). Seguindo a lógica do secretário, a PM deveria ser desarmada, não a GCM." Para Silva, o assassinato da jovem em Heliópolis, no dia 31 de agosto, e do rapaz no ônibus, no último dia 15, pesaram na decisão.

Em nota, a pasta afirma que há situações em que 100% do efetivo poderá usar armas de fogo, porém não especifica quando e onde o uso será liberado.

Greve cancelada

Ao contrário do que prometeram, os guardas-civis metropolitanos não retomarão a greve. A decisão foi tomada após a Secretaria de Gestão marcar reunião para hoje, às 10 horas, quando o secretário Rodrigo Garcia ouvirá os representantes do Sindguardas. A decisão foi tomada ontem à noite, em assembleia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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