Metade dos brasileiros acima dos 25 anos não completou educação básica

BRASÍLIA - Metade dos brasileiros acima dos 25 anos não completou o ensino fundamental, apesar de este número ter caído 15,1 pontos percentuais na última década, segundo um estudo divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

EFE |

Em 1998, 65,3% dos brasileiros não tinham concluído a educação básica no país, enquanto atualmente essa percentagem chega até 50,2%.

Essa redução permitiu uma melhora dos dados nos seguintes níveis educativos já que, segundo o IBGE, atualmente 21,5% dos brasileiros concluiu o ensino médio e 9,5% tem ensino superior completo.

A proporção de estudantes entre 18 e 24 anos que cursam uma faculdade no Brasil duplicou nos últimos dez anos, chegando a 13,9%, mas ainda fica longe dos dados de países como França, Espanha, Reino Unido e Chile, onde este índice passa dos 50%.

A pesquisa aponta também um aumento da média de anos de estudo no Brasil, que passou de 5,6% em 1998 para 7% em 2008.

O IBGE destaca que, apesar de as mulheres terem uma maior escolaridade média do que os homens no Brasil, tanto nas áreas rurais, como nas urbanas, elas sempre ganham menos ocupando o mesmo posto de trabalho do que eles.

Se observa também um menor número de mulheres em cargos de direção, 4,4%, contra 5,9% de homens ocupando tais posições.

Além da educação, o estudo analisa também o aumento no número de idosos no Brasil, que já 21 milhões, superando em número absolutos países europeus como Itália, França e Reino Unido.

Desta população idosa, 51,7% são considerados analfabetos funcionais (com menos de quatro anos de estudos), enquanto apenas 32,2% dos brasileiros acima de 60 anos de idade sabem ler ou escrever.

O envelhecimento da população se revela também no aumento de 70% na última década dos idosos acima de 80 anos, que já são quase três milhões em todo o Brasil.

O IBGE também aponta que a mortalidade infantil caiu 30% entre 1998 e 2008, quando atingiu a taxa de 23,5 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas, mas ainda se observam grandes diferenças regionais.

O Rio Grande do Sul tem a taxa mais baixa de mortalidade infantil, com 13,1 por cada mil nascidos vivos, enquanto em Alagoas este índice é de 48,2 mortes por cada mil nascidos vivos.

O estudo mostra também que 44,7% das crianças e adolescentes brasileiros até 17 anos de idade vive em situação de pobreza.

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