Metade das vagas de albergues será desocupada, diz Alda

Ao anunciar ontem a criação de um hotel para idosos carentes na Nova Luz, a prefeita em exercício, Alda Marco Antonio, afirmou que metade das 8 mil vagas nos 40 albergues de São Paulo será desocupada. Com exceção das 720 pessoas com mais de 65 anos que serão realocadas em prédios municipais com assistência médica, outros 3.

Agência Estado |

280 albergados já poderiam estar nas ruas, segundo Alda, que acumula os cargos de vice-prefeita e secretária da Assistência Social.

A prefeita disse que as vagas desocupadas serão preenchidas “pela população de rua que realmente precisa” e de forma transitória. “Tem muita gente que ganha R$ 1 mil e continua morando nos albergues por comodismo. Ficam três, quatro anos”, criticou Alda, sem definir prazo para concluir as remoções. Uma “equipe multidisciplinar” faz o levantamento de quem pode sair dos albergues. A prefeita diz já ter retirado “cem inquilinos” do Albergue Boraceia, na Barra Funda. “Ganhei meio albergue novo só com a saída de quem não precisava mais.”

Há pouco mais de cinco meses como secretária, Alda contou também ter desclassificado 40 das cerca de 400 entidades que mantinham contratos com o governo. Dos R$ 615,78 milhões previstos neste ano no orçamento da Assistência Social, cerca de R$ 326,18 milhões serão usados na terceirização de unidades como os albergues e os centros de referência. “Para quem administra os albergues, esse cara que ganha R$ 1 mil não dá trabalho, é um bom hóspede. Difícil é cuidar de quem está em situação de pobreza extrema. Descobrimos entidades que não atendiam às nossas metas de serviços”, acrescentou.

Entidades que atendem a população de rua do centro temem que as vagas desocupadas pela secretária sejam extintas. Organizações não-governamentais (ONGs) acusam a gestão da vice-prefeita na Assistência Social de ser “higienista” em relação à região central. Anderson Lopes Miranda, coordenador do Movimento Nacional de Assistência à População de Rua, acusou a secretária de fazer uma “faxina” no centro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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