Metade da população com mais de 55 anos é hipertensa

Dados divulgados nesta terça-feira mostram que número de hipertensos é estável desde 2006 e distribuição gratuita de remédios para a doença cresceu até 99%

Priscilla Borges, iG Brasília |

Sinal de alerta para os brasileiros: metade da população com mais de 55 anos é hipertensa segundo o Ministério da Saúde. Os números mostram que situação piora entre os idosos, em que 60% das pessoas com mais de 65 anos tem hipertensão. Os dados inéditos da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgados nesta terça-feira pelo ministro Alexandre Padilha, mostram que a situação da doença no País é estável.

Quando os jovens são inseridos na avaliação, os números da hipertensão mostram que um quarto da população (23,3%) já foi diagnosticado com hipertensão arterial. A pesquisa realizada anualmente conversou com 54.339 adultos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. As mulheres são mais numerosas entre os hipertensos (25,5%) do que os homens (20,7%).

Segundo o ministro, o envelhecimento da população é o principal fator prevalência da hipertensão e a diferença entre homens e mulheres hipertensos se deve ao fato de elas procurarem mais os serviços de atendimento à saúde. “Percebemos com a pesquisa também que a importância da informação para evitar a hipertensão. A prevalência dos casos se dá entre as pessoas mais pobres e menos escolarizadas. A idéia de que essa é uma doença de classe média não corresponde com a realidade”, afirmou.

Distribuição de medicamentos

Padilha aproveitou a divulgação da pesquisa para fazer um balanço do programa Saúde não Tem Preço, que distribui remédios para hipertensão e diabetes de forma gratuita nas drogarias participantes do Aqui tem Farmácia Popular. Os dados dos primeiros meses de distribuição (desde fevereiro) mostram que o acesso aos remédios contra a hipertensão aumentou até 99% desde janeiro, quando a medicação ainda não era distribuída.

“Em janeiro, 658.649 pessoas pegavam os medicamentos contra hipertensão nas farmácias. Com a gratuidade, o número de brasileiros medicados subiu para 1.313.146. Nas outras doenças o efeito também foi percebido. O aumento no acesso a remédios para diabetes subiu até 75% depois do programa”, disse Padilha.

O ministro afirmou que, a partir de 4 de maio, novas medidas de controle do programa serão implementadas. Somadas às rotinas já existentes, como retenção de receita e de notas fiscais, proibição de entrega de remédios em casa, o programa passará a blindar transações eletrônicas, exigir dados como nome completo, CPF, endereço e número de autorização do DATASUS no cupom de entrega do remédio e cadastro dos vendedores.

Em março, mais de 2 milhões de pacientes já estavam cadastrados no programa e 15 mil farmácias credenciadas.

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