Mesmo com a polêmica sobre a forma de avaliação e os apelos de boicote dos sindicatos ao programa de promoção por mérito da Secretaria da Educação de São Paulo, 140 mil professores dos 220 mil da rede estadual de educação se inscreveram para a prova que será aplicada de hoje até terça-feira. O novo programa concederá a cada ano reajuste salarial de 25% para até 20% dos docentes - aqueles que tiverem as melhores notas no exame.

Para concorrer à promoção, o professor precisa estar na rede estadual há pelo menos quatro anos, ter poucas faltas, alto índice de permanência numa mesma escola, além de tirar nota igual ou superior a seis no exame. Mas, se não houver verba suficiente, o governo se reserva o direito de promover menos de 20% do quadro.

Para o Centro do Professorado Paulista (CPP) e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), mais do que injusto, o programa de promoção é inconstitucional, pois fere a isonomia da classe. "É uma maneira de minimizar despesas com aumento. Vai atingir no máximo 20% da classe, mas o governo alardeia que deu aumento", afirmou Maria Lúcia de Almeida, vice-presidente do CPP.

Segundo o governo, o programa vai estimular o aperfeiçoamento do corpo docente. "Estamos aplicando as políticas de melhoria de qualidade", disse o secretário de Educação, Paulo Renato Souza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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