Mesmo com queda de casos, dengue deixa RJ em alerta

Os números da dengue no Rio nas duas primeiras semanas de 2009 contrastam com os do início do ano passado. A capital fluminense, que sofreu em 2008 com uma das maiores epidemias dos últimos anos, registrou apenas 42 casos de dengue na primeira quinzena de janeiro.

Agência Estado |

No mesmo período do ano passado, já contava mais de 4 mil doentes. Em todo o mês de janeiro de 2008, foram quase 12 mil registros. Mesmo assim, a cidade continua em alerta.

Os números não surpreendem as autoridades de saúde e especialistas, já que é pouco provável a repetição de uma epidemia em dois verões consecutivos sem a introdução de um novo tipo de vírus, mas o número de notificações é ainda menor do que o esperado. Como boa parte da população teve contato com os tipos 2 e 3 do vírus (estima-se que apenas 1/3 das pessoas desenvolve os sintomas) em 2008, criou-se uma espécie de imunidade. A preocupação continua alta por causa do perigo de reintrodução do tipo 1 ou da chegada do tipo 4. Isso porque o vetor da doença, o mosquito Aedes aegypti, continua presente. Embora os índices de infestação na cidade tenham caído em relação ao ano passado, a média ainda recomenda "alerta": estima entre 1% e 4% dos domicílios com focos.

Para o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, a explicação para menos doentes pode estar na série de frentes frias de novembro e dezembro de 2008, que somaram apenas 754 notificações. "Este janeiro está sendo diferente, mas isso não significa nenhuma tranquilidade. Embora tenha chovido muito, a chuva constante não deixou a água parada. Só agora está esquentando, com sol por vários dias. A alta temperatura acelera a eclosão de larvas e isso preocupa", disse o secretário, que mantém prevenção. "Não gosto do discurso de comemoração. Há o perigo de novos vírus e é preciso cuidado para não desmobilizar."

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