Mesa do Senado determina sindicância para apurar responsáveis por atos

BRASÍLIA - O 1º secretário do Senado Federal, Heráclito Fortes (DEM-PI), anunciou ontem que a Comissão Especial de Sindicância instituída na sexta-feira da semana passada ficará encarregada de examinar os atos administrativos não publicados para identificar as possíveis responsabilidades pela não publicação. Ele afirmou que cada um dos 663 atos descobertos pela comissão serão analisados, para que possa ser esclarecida a sua natureza e a razão por que deixaram de ser publicados.

Valor Online |

A comissão deverá apresentar seus resultados em 30 dias, indicando as devidas punições, nos casos em que sejam identificadas responsabilidades.

Heráclito Fortes concedeu entrevista coletiva após a reunião da Mesa do Senado, em que foram apresentadas as conclusões da Comissão Especial que constatou a existência de atos administrativos não divulgados. O 1º secretário informou que a Mesa decidiu tornar sem efeito, a partir deste momento, o ato que concedia o benefício de assistência médica vitalícia aos ocupantes dos cargos de diretor-geral e de secretário-geral da Mesa.

O 1º secretário explicou, no entanto, que nem todos os atos secretos podem ser, simplesmente, anulados, porque produziram efeitos administrativos que não podem ser revertidos. Citou como exemplo os que redundaram em pagamentos a pessoas, que receberam em boa fé, e que estão amparadas legalmente. Por isso, lembrou que primeiro o Senado precisa tomar conhecimento de cada um desses atos, para depois avaliar que providências poderão ser adotadas em cada caso.

"São trezentos e doze boletins, com mais de seiscentos atos", argumentou Heráclito. "Nós queremos que em 30 dias se tenha, com segurança e clareza, o esclarecimento de ato por ato. Fiquem absolutamente tranquilos de que nós faremos todas as apurações necessárias e não colocaremos nada embaixo do tapete. Não vamos conviver com irregularidades."
Heráclito Fortes disse acreditar que o mais difícil já foi feito, com a identificação desses atos. Ao ver dele, agora é preciso que se saiba quem se beneficiou desses atos, por que foram mantidos secretos e quem determinou que não fossem publicados.

(Agência Senado)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG