Uma fisgada, uma forte queimação no rosto e um grande medo de morrer. Foi o que sentiu o pintor de carros e mergulhador Emerson Abreu, de 36 anos, quando teve o crânio perfurado pelo próprio arpão quando fazia pesca submarina no sábado, na Ilha do Governador, zona norte do Rio.

Ele segue internado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna (Baixada Fluminense), onde passou por apenas uma cirurgia, que durou uma hora e meia.

A parte externa do arpão foi cortada para que ele pudesse entrar na tomografia. Dos 70 cm de haste, 25% estava dentro do crânio. Segundo o diretor da unidade, Manoel Moreira, a evolução do paciente é satisfatória e, até agora, não há sequelas. “Por milímetros” o arpão não atingiu o globo ocular. Ele está fazendo uso de antibióticos para evitar infecções e deve receber alta em até dez dias. Segundo o médico, deve levar uma vida normal.

O mergulhador contou à imprensa que na hora do acidente pensou em tirar a flecha da cabeça. "Mas o pessoal que estava me dando assistência orientou a não fazer isso. Agora, consigo fazer sozinho todos os movimentos." Abreu agradeceu à direção do hospital (Adão Pereira Nunes) e disse que "a sensação é pensar só em Deus." Para o futuro, ele não pensa mais em pescar. "Desde os meus 15 anos eu pesco. Minha família toda é de pescadores. É horrível ver sua família desesperada. Pescaria nunca mais." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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