Mercado onde universitária hostilizada trabalhava é assaltado na Grande SP

SÃO PAULO - O mercado onde a estudante de turismo Geyse Arruda, de 20 anos, trabalhava em Diadema, na Grande São Paulo, foi assaltado na manhã desta terça-feira e um dos funcionários chegou a ser feito refém, segundo informações da Polícia Militar. Geyse ficou famosa após ser hostilizada na Uniban, no último dia 22, por utilizar um vestido curto.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

Segundo informações passadas pelo tenente da Polícia Militar Rodolfo Bazela, a polícia foi acionada por vizinhos do estabelecimento, que desconfiaram do assalto.

Bazela afirma que, quando a viatura chegou, um dos suspeitos já estava saindo do mercado, localizado no Jardim Campanário. Com o homem, a polícia apreendeu um arma calibre 38 e seis munições. "No interior do mercado, vimos outro indivíduo com uma arma em punho. Ao ver a polícia, ele pegou um funcionário do mercado como refém", afirma o tenente.

Segundo ele, o soldado do Batalhão negociou por cerca de 10 minutos com o assaltante, enquanto o reforço foi acionado ao local. "Ao ver que não teria como escapar, ele se rendeu", diz.

O tenente afirma ainda que um dos suspeitos disse que havia jogado uma metralhadora em uma lixeira próxima e a ofereceu aos policiais em troca de não ser detido em flagrante. A arma foi localizada e, agora,  além de roubo, eles serão indiciados também por corrupção ativa. Ninguém ficou ferido.

Bazela diz que os assaltantes não revelaram porquê optaram pelo mercado, mas considera que o crime pode ter acontecido pelo fato do estabelecimento ter ficado conhecido após a polêmica envolvendo Geyse.

Funcionários relataram à polícia que há muitos anos não sofriam nenhuma tentativa de roubo. Geyse era funcionária no local no local há quase dois anos, mas, desde o incidente na universidade, não foi mais trabalhar. O Boletim de Ocorrência foi elaborado no 3ºDP.  

O caso

No dia 22 de outubro, uma quinta-feira, a estudante foi à universidade, localizada em São Bernardo do Campo, no ABC, com um vestido rosa curto. Quando subia uma rampa alguns alunos começaram a assoviar e cantá-la, mas, em pouco tempo, os gracejos deram lugar a ofensas e palavrões.

Quando entrou no banheiro, Geyse conta que uma roda se formou e ela precisou da ajuda dos colegas para conseguir chegar até a sala de aula. Diversos alunos tiraram fotos e filmaram com o celular.

A confusão só acabou por volta das 22h com a chegada da Polícia Militar, que abriu caminho entre os estudantes com ajuda de spray de pimenta e escoltou a jovem até a casa dela. Por cima do vestido, Geyse colocou um jaleco branco fornecido por um professor. No dia seguinte ao fato, o vídeo com os xingamentos já estava no you tube e contabilizava milhares de acessos.  

A Uniban informou que abriu uma sindicância para apurar o ocorrido no campus e punir quem começou a confusão. Por outro lado, Geyse acusa a universidade de não garantir a sua segurança e diz que pretende processar a instituição.

Assista ao vídeo que mostra o tumulto na universidade:

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