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Mercadante recua e diz que, por Lula, seguirá como líder do PT no Senado

BRASÍLIA - O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) recuou, em discurso nesta sexta-feira no plenário do Senado, e afirmou que decidiu ficar no cargo de líder de seu partido na Casa, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de se sentir frustrado por não ter conseguido impedir o http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/08/19/pt+fecha+questao+no+conselho+de+etica+e+vota+pela+absolvicao+de+sarney+7973928.html target=_toparquivamento das ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Agência Brasil
Mercadante durante discurso no Plenário do Senado

Mercadante durante discurso no Plenário do Senado

Segundo o petista, Lula lhe enviou uma carta pedindo que ele ficasse na liderança do partido. "Você me expressou sua indignação com a situação do Senado Federal e suas duras críticas ao posicionamento da direção do PT nos processos no Conselho de Ética. Respeito sua posição, mas não posso concordar com uma renúncia da liderança da bancada do PT. A bancada e eu consideramos você, Mercadante, imprescindível para a liderança. (...) Em nome dessa história e dessa caminhada, fique na liderança. Esse  é um pedido sincero de um velho amigo e sempre companheiro", escreveu Lula.

"Mais uma vez não tenho como dizer não ao presidente Lula. Meu governo errou, o partido errou e eu errei. Eu peço desculpas, mas, pela minha história com o Lula, não posso dizer não ao meu companheiro, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva", disse o senador.

Na véspera, Mercadante havia informado que deixaria o cargo , pois não aceitava a posição que o partido tomou no Conselho de Ética da Casa. Os votos de três senadores petistas foram fundamentais para a manutenção do arquivamento de 11 processos por quebra de decoro parlamentar contra Sarney.

Insatisfeito e frustrado

Mercadante não deixou, porém, de manifestar sua insatisfação com a decisão do Conselho de Ética. "Subo a essa tribuna com o sentimento da frustração. De um homem que lutou, e eu lutei. Nunca aceitei o caminho fácil da condenação sem defesa, porque esse não é o caminho da democracia. Ainda que seja o mais fácil do ponto de vista eleitoral", afirmou. 

O senador destacou que a bancada do partido sustentou que o melhor caminho seria o afastamento do Sarney e uma "apuração rigorosa, especialmente àquilo que diz respeito ao Senado". "A apuração (dos atos secretos) e a transparência eram o caminho para a reformulação do Senado", disse. "Não tivemos força para criar um caminho alternativo. Esbarramos no PMDB e no apoio do meu governo e do meu partido. Mas não foi a posição da minha bancada nem a minha posição", completou. 

Mal-estar com o Planalto

Apesar de sua decisão, Mercadante voltou a afirmar que ficará mais difícil sua interlocução com o Planalto. Ele já havia destacado, durante a semana, que se sentia derrotado após a bancada ter arquivado as denúncias contra o Sarney.

Não tenho como dizer não a Lula, diz Mercadante
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